A situação já havia sido denunciada pelo vereador Rogério Massing na tribuna da Câmara por diversas vezes. A reportagem da Casa de Notícias foi até o local e ouviu reclamações de diversos caminhoneiros que estavam na fila e que relataram a situação precária a que são expostos durante o período em que tem que aguardar para descarregar. Muitos destes caminhoneiros estão há dias - alguns até há meses longe de casa. Mas não é só a saudade da família que aperta, mas também as condições precárias de trabalho que estas pessoas vivem. Odair Sebastião Silva, caminhoneiro a 36 anos, desabafa: “Todos os lugares que chegamos encontramos dificuldades. Eu estou fora da minha casa a 4 meses e chego aqui e pego essa baita fila. Vou ter que agüentar. Todo lugar que chegamos somos tratados assim, não temos direto a nada”.
GERAL
Presos a longas filas e sem o mínimo de estrutura, caminhoneiros clamam por solução
Dias, horas de espera de baixo de sol e chuva, expostos a criminalidade que ronda os caminhões nas madrugadas e, além disso, a falta de estrutura: não há banheiros suficientes para atender aos caminhoneiros que formam uma fila que se estende por mais dois quilômetros ao longo da Avenida Egydio Munareto a espera da descarga na Sadia.
O caminhoneiro João Vanderlei Pata confirma a situação de que existe uma longa espera nas filas para fazer descarga. Ele disse que aguarda a mais de 36 horas para descarregar os grãos na Sadia e a expectativa é ficar mais 10 horas na fila. “A situação é feia, ninguém dá uma satisfação. Não sei que horas vou sair daqui e não tem banheiro, não tem nada. Quem tiver que fazer alguma coisa tem que fazer na rua, em volta dos caminhões”, diz o caminhoneiro indignado.
Além da situação da precariedade na infra-estrutura de atendimento aos caminhoneiros, a categoria afirma que a longa espera também gera prejuízos financeiros. “Não tem descarga. Tem nego ai dois dias esperando. Faz 48 horas que estou na fila para descarregar. A transportadora manda vir, e ninguém resolve nada. A gente fica a mercê de banheiro sujo, mal falado. Nossa situação é complicada. Tem caminhão aqui que vai até terça ou quarta-feira da semana que vem até conseguir descarregar. Ninguém fala nada só enrolam a gente. Isso dificulta nossa vida. A gente vive de comissão e dois dias parado perde tudo que ganhou”, relata o caminhoneiro Derli Roman.
A reportagem da Casa de Notícias fez contato com a assessoria da empresa em Toledo, que informou que somente a assessoria em São Paulo poderia se manifestar. A Casa fez o contato com a comunicação em São Paulo, que afirmou que seria possível um pronunciamento oficial somente na próxima segunda-feira (23) quando a assessoria entraria em contato com o responsável na empresa em Toledo para comentar o caso.
Confira reportagem em vídeo.
Por Rosselane Giordani
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