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A ignorância é a mãe da hipocrisia

A informação é a melhor e mais eficiente armadura que alguém pode usar na guerra pelos direitos

01/11/2016 - 18:28
Fran Baumgarten

Fran Baumgarten

Fran Baumgarten é uma comunicadora por natureza. Estudou Jornalismo, mas hoje se dedica ao Marketing. Usa o bom humor, que lhe é próprio, para traduzir o mundo a sua volta. Mas é o senso crítico que a faz ir além. Atualmente é colunista de Cultura na Casa de Notícias e nas horas vagas, o que a imaginação lhe permite ser.

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O mundo está chato? Está! Chato pra caramba! Está chato porque a onda de comentários autoritários e cheios de si deteriora a esfera do bom senso e respeito ao próximo. Empatia quase virou lenda. Senso crítico virou arma para agressão.

Minha opinião é certa e você que me respeite. E assim, os desorientados (lê-se desinformados) seguem a direção dos donos do mundo. Sem saber, apenas vão. Pensar fora da caixa dá muito trabalho.

E, aparentemente, é isso mesmo que o governo quer. Parece que cidadãos pensantes são ameaça para o estado. Mas, isso não é de ontem, e nem acontece exclusivamente no Brasil.

Quantas pessoas sabem realmente o que dizem quando defendem bravamente um conceito? Quantos argumentam com embasamento a defesa da sua luta?

Estar a par dos fatos é imprescindível para lutar. A informação é a melhor e mais eficiente armadura que alguém pode usar na guerra pelos direitos.

A revolução é linda, gente! Melhor ainda se ela não fosse necessária, mas seria um tanto utópico falar da desnecessidade dela no contexto atual.

Um povo unido pela luta de um mesmo ideal é admirável. Mesmo. Mas é preciso sensatez para saber do que se fala, do que se defende, do que se briga.

É preciso ter argumentação concisa. É preciso análise e observação dos fatos. Briguem, lutem, busquem seus direitos, mas, por favor, façam isso com embasamento e sabedoria. Não deem motivos para serem ridicularizados.

Ocupem escolas, lutem de forma pacífica por isso, mas quando estiverem na sala de aula lembrem-se de: respeitar os professores, respeitar a opinião dos demais, respeitar diferenças/limitações/espaço dos colegas, estudar.

De nada adianta uma Ana Júlia ter conhecimento e falar bonito na Assembleia Legislativa, enquanto vários outros alunos não sabem sequer, o que estão fazendo nas ocupações.

Vai ocupar a escola? Seja aquele aluno dedicado, digno de uma revolução. Leia a PEC 241. Frequente a escola no período letivo. Interesse-se, de fato, pela educação. Arme-se com informação.

Vai bater panela? Leia as notícias, leia sobre a história política da sua cidade, estado ou país.

E nunca se esqueça: a melhor revolução política que um povo pode fazer é na hora de votar. Afinal, chorar pelo leite derramado quando o assunto é democracia, é um tanto quanto contraditório.