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CAMPANHA DA FRATERNIDADE

O que você pode fazer para superar a violência?

Lançamento da Campanha foi apresentada à imprensa nesta quinta-feira em Toledo

 

09/02/2018 - 08:19


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    Foto: Daniel Felício/Casa de Notícias

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    Foto: Daniel Felício/Casa de Notícias

Nesta quinta-feira (08) foi apresentada a Campanha da Fraternidade 2018 (CF) na Diocese de Toledo. Com o tema “Fraternidade e a Superação da Violência”, a campanha é o período principal dentro do calendário litúrgico. A campanha tem início a partir da próxima quarta-feira (14), quando começa a Quaresma da Páscoa, com a celebração da Missa de Cinzas para o desenvolvimento do tema.

O Brasil representa 3% da população mundial e está em 13° no ranking de países onde mais se ocorrem assassinatos por ano. O bispo diocesano, Dom João Carlos Seneme, diz que este é o período para a igreja refletir sobre o seu papel dentro da sociedade. “É um momento intenso para toda a paróquia. É importante ter a comunidade ajudando as pessoas a terem consciência em transformar o mundo aos moldes como foi criado por Deus”, refletiu.

Pela complexidade do assunto, a campanha abordando a violência não será encerrada este ano. Enquanto este ano será trabalhada a questão da superação da violência, em 2019 o tema complementar será “Violência com Relação a Políticas Públicas”. O tema será evidenciado e vinculado nas igrejas dos 19 municípios que compõe a Diocese. Além disso, nas instituições públicas e privadas estarão disponíveis o material ‘Fraternidade Viva’.

De acordo com o assessor da Campanha da Fraternidade 2018, Padre André Mendes, a violência não pode ser caracterizada apenas por um pequeno grupo de ações. Ela cresce através de outros organismos. “Não temos que combater apenas a violência direta – como, por exemplo, matar alguém. Temos que lutar também contra a violência cultural, que muitas vezes é velada, já que cresce dentro dos nossos próprios lares sem ser percebida, seja por meio de um comentário preconceituoso ou uma atitude”.

O assessor ainda falou sobre a violência institucional, que foi desenvolvida junto com a história do Brasil. “Nosso país se estruturou com a mão-de-obra escrava e discriminação racial. Isso implicou na desigualdade social, que gera uma mazela e deixa pessoas às margens da sociedade. Quanto mais desigualdade, mais a violência se torna aparente”.

O padre chamou atenção para algumas ocasiões que camuflam o perfil de uma pessoa. “Pessoalmente alguém pode ser adorável, mas nas redes sociais pode ser muito desrespeitosa, unilateral e violenta em relação a alguns assuntos. Ou então, alguém acaba sendo violento no transito por conta de alguma ação”, alerta.

A violência já havia sido tema de trabalho da Igreja Católica em 1983. “O contexto social era outro. Precisamos conversar sobre os possíveis caminhos de superar. Também estamos nos estruturando para que as comunidades católicas criem bons projetos pessoais ou comunitários. Estamos sempre abertos a sugestões”, finalizou Padre André.