Na UTFPR, a nova assembleia está marcada para a tarde de quinta-feira (6). "A nossa esperança é de que uma intermediação dos senadores possa sensibilizar o governo a retomar as negociações", disse a professora Maurini de Souza, integrante do comando local de greve da UTFPR, referindo-se a uma audiência realizada ontem (29) pela Comissão de Educação do Senado.
Na UFPR, os professores ainda irão avaliar na próxima semana se a eventual saída da greve será feita de forma autônoma ou subordinada ao comando nacional da paralisação. Um grupo de professores chegou a protocolar um abaixo-assinado pedindo o fim da greve, mas o documento não foi analisado por não conter o número mínimo de 10% de assinaturas dos professores da instituição.
Os professores da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu (PR), também continuam em greve. Eles fazem nova assembleia amanhã (31), mas não está em pauta o retorno ao trabalho, que também será debatido apenas na semana que vem. "A gente sabe que está difícil fazer o governo reabrir negociação com o prazo da lei orçamentária [que foi entregue hoje], mas nossas reivindicações não dizem respeito apenas a reajuste salarial, temos outras pautas, como o plano de carreira", disse Gisele Ricobom, presidenta da Associação de Docentes da Unila. "O governo deveria reabrir as negociações porque o acordo não foi assinado pela maior parte da categoria."
Das 11 universidades federais localizadas na Região Sul, nove estavam em greve até ontem. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deve retomar as aulas na segunda-feira (3).
O governo federal considera encerrada a negociação com a categoria desde o último dia 13, quando assinou um acordo com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta de reajuste, com percentuais que variam de 25% a 40%. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) rejeitou o acordo e apresentou uma contraproposta ao governo, que não reabriu a negociação.
Da Agência Brasil
EDUCAÇÃO
No Paraná, professores de universidades federais só discutirão fim da greve na próxima semana
Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram, em assembleias realizadas nesta quinta-feira (30), não colocar em votação o fim da paralisação da categoria. Com a decisão, motivada pelo fato de o fim da greve não constar dos editais de convocação das assembleias, a categoria se mantém de braços cruzados em ambas as universidades. Um possível encerramento da paralisação foi incluído como item de pauta das assembleias da próxima semana.
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