A reitoria da universidade foi oficiada sobre a decisão tomada ainda na sexta-feira (14). A paralisação dos serviços no hospital será feita de forma gradual, sempre respeitando o que está previsto na legislação. “Estamos buscando novas formas de mobilização e de pressão no governo para que as negociações sejam retomadas e a greve dure o menor tempo possível. Continuamos dispostos ao diálogo e a decisão dela [greve] continuar ou não está nas mãos do governador Beto Richa”, alerta o servidor Giancarlo Tozo, do Comando de Greve do HUOP.
Os cuidados para que os pacientes tenham o menor prejuízo possível também estão sendo tomados. “Obviamente que toda a greve traz prejuízos, porém foi o governo que nos empurrou para essa situação. Desde o início temos a preocupação de tomar decisões que estejam dentro do nosso direito constitucional de greve, respeitando a legislação no que diz respeito aos serviços emergenciais no hospital”, diz a servidora Dora Rocha, diretora do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná).
A falta de disposição do governo em negociar com os servidores paralisados e a pouca expectativa de avanços nas negociações fez com que o Comano Geral de Greve alterasse as estratégias de organização da greve no hospital, como forma de pressionar o governo no intuito de retomar o processo de negociação. Até a semana passada, os serviços no hospital transcorriam de forma normal, com os servidores em alerta no acampamento de vigília montado no HUOP.
As cirurgias eletivas que estavam agendadas para esta terça-feira (18) foram canceladas, sem previsão para sua realização. Os procedimentos de urgência e emergência, contudo, foram mantidos. Serviços ambulatoriais também foram suspensos nesta segunda-feira. Nesta terça-feira (18), está agendada uma nova reunião entre a direção-geral do HUOP, Comando de Greve e o reitor da Unioeste, Paulo Sérgio Wolff, para discutir os impactos da redução destes serviços.
As cirurgias eletivas são procedimentos que não precisam ser realizados em caráter de urgência, ou seja, podem ser agendadas. Para realizar uma cirurgia eletiva o paciente deve passar por uma avaliação médica na rede do SUS e o médico indica a necessidade desse paciente para realizar uma cirurgia.
Da Assessoria
GERAL
Serviços ambulatoriais e cirurgias eletivas são reduzidos no HUOP
A greve dos servidores técnicos da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) tomou novos rumos ao entrar em sua terceira semana, especialmente no HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), onde os serviços ambulatoriais e as cirurgias eletivas passaram a ser reduzidos nesta segunda-feira (17). A decisão foi tomada pelo Comando Geral de Greve e comunicada à direção-geral do HUOP na manhã desta segunda-feira.
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