Em audiência nesta terça-feira (18), a administração do hospital se posicionou de forma contrária a deliberação tomada na última sexta-feira (14) pelo Comando Geral de Greve em diminuir os serviços ambulatoriais e das cirurgias eletivas. Os representantes do HUOP informaram que as cirurgias eletivas, consideradas de menor urgência, voltarão a ser agendadas por determinação da direção.
Apesar da contrariedade, o encontro serviu para que a administração do hospital firmasse um compromisso de não retaliação aos servidores que aderiram à greve. “Nesta reunião, a direção do hospital garantiu que nenhuma lista será repassada dentro do hospital contendo nomes de trabalhadores paralisados”, informou a professora Francis Guimarães Nogueira, presidente do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná).
A preocupação do Comando de Greve é que listas com os nomes fossem repassadas a Promotoria Pública. Para a sindicalista, a medida é uma forma de garantir o direito pleno e constitucional de greve aos funcionários do hospital. O compromisso da administração do HUOP foi firmado na presença do reitor da Unioeste, Paulo Sergio Wolff.
Nesta quarta-feira (19), o Comando Geral de Greve do campus da Unioeste e do Comando de Greve do HUOP entregarão à direção geral do hospital uma planilha detalhando os setores que terão o número de funcionários reduzidos em virtude da greve dos servidores técnicos e a forma como isso procederá.
“A posição da administração foi que o hospital não pode parar, mas deixamos claro que em nenhum momento isso foi deliberado pelo Comando de Greve, pois sabemos da dificuldades, da lotação e da demanda do hospital. Nossa primeira deliberação foi a redução dos serviços do ambulatório e das cirurgias eletivas”, explicou Francis, completando que essa estratégia de organização precisará ser mudada.
Os representantes do Comando de Greve reafirmam que alguns atendimentos serão reduzidos, como forma de adesão dos funcionários do HUOP ao direito constitucional de greve na busca por seus direitos. “A paralisação é um direito constitucional do trabalhador. O Comando de Geral de Greve se reunirá amanhã [quarta-feira] para avaliar de que forma alguns atendimentos serão reduzidos”, adianta Francis.
Uma das alternativas deverá ser o escalonamento de funcionários por setor, mantendo-se um número previsto de trabalhadores como previsto em lei. “Somente quem trabalha no dia a dia dentro deste hospital sabe como é mexer com questões de vida e morte e em nenhum momento o Comando de Greve seria irresponsável ao ponto de tomar uma medida precipitada”, reafirma Francis.
“É bom que se diga que a greve não é por melhores salários ou pela falta de diálogo entre a categoria e o governo; pelo contrário, sempre estivemos dispostos ao diálogo. Estamos tentando negociar a um ano e oito meses e continuamos buscando o diálogo. Quem rompeu o diálogo foi o governo. Essa greve não surgiu da noite para o dia, estive pelo menos 26 vezes em Curitiba para reuniões onde não foi feita negociação alguma, apenas medidas de cima para baixo”, completa a presidente do Sinteoeste.
Diante do posicionamento da administração do hospital, o Sinteoeste e o Comando de Greve já estudam medidas para garantir o direito constitucional de greve aos trabalhadores, caso a paralisação no hospital seja questionada na Justiça.
Da Assessoria
GERAL
Comando de Greve reafirma redução de atendimentos no HUOP
A reunião entre a direção-geral do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), o reitor da Unioeste, Paulo Sergio Wolff, e os Comando Geral de Greve e do HUOP não teve o resultado esperado para os servidores técnicos que lutam há mais de um ano e oito meses pela reformulação da estrutura do PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários) e que deflagraram greve no início deste mês.
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