De acordo com o cardiologista do Incor, Raul Dias Santos, quando a doença é identificada em algum membro da família, é preciso investigar, porque os demais têm 50% de chances de sofrerem também da doença. “Colesterol alto não apresenta sintomas. Muitas pessoas têm a doença por toda a vida, mas não são diagnosticadas. Nossa campanha é para que as pessoas tenham consciência de que o colesterol alto pode ser de família e que ele está associado à um risco precoce de doenças do coração”, explicou.
Criado em 2009, a meta do Hipercol Brasil é identificar todos os brasileiros que tenham a doença. Estima-se que um em cada 500 brasileiros sofre de hipercolesterolemia familiar. No site do programa, os interessados em saber se têm a doença preenchem um questionário e podem ser convocados pelo Incor. Mesmo quem mora em outro estado, o instituto envia kits para coleta do material genético.
Raul Santos explica que o tratamento é a base de estatina, substância que reduz os riscos de infarto e derrame cerebral. “O paciente vive exatamente como alguém que não tem colesterol alto”, destacou o médico.
Um aliado importante é a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e atividade física. “Para quem não tem a hipercolesterolemia familiar, esses hábitos, muitas vezes, são suficientes para prevenir e tratar o colesterol alto”, disse Santos. O fumo e ingestão de alimentos com gordura saturada, por exemplo, contribuem para aumentar os riscos.
Da Agência Brasil
SAÚDE
Incor quer identificar brasileiros que têm colesterol alto por causa de doença genética
Pelos menos 360 mil brasileiros desconhecem que sofrem de uma doença genética responsável por elevar os níveis de colesterol no sangue, aumentando em até 30 vezes o risco de terem problemas cardíacos, mesmo na juventude. O alerta é do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, que dispõe de um programa que rastrea o código genético de pacientes com suspeita de terem a doença, a hipercolesterolemia familiar.
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