Com base em análises laboratoriais, realizadas em amostras de água coletadas em pontos de lançamento de viveiros de peixes de várias propriedades, e em diferentes sistemas de produção, Taciano Maranhão explicou os problemas que estão ocorrendo na região devido à criação intensificada de peixes. Neste sistema são criados muitos peixes em um espaço pequeno e com alto consumo de ração, o que altera de forma negativa a qualidade da água dos viveiros.
O aumento da concentração de nutrientes na água dos viveiros pode favorecer o desenvolvimento de algas tóxicas, que podem prejudicar a qualidade da carne dos peixes e até mesmo gerar problemas de contaminação alimentar, explicou Taciano. Além disso, há risco de poluição dos rios e de desaparecimento de algumas espécies de peixes nativos, receptores dos efluentes finais de piscicultura, afirmou.
Danilo Muehlmann falou sobre a história da piscicultura no Paraná e André Gentelini explicou aos produtores quais são os tipos de tratamento para os efluentes, mostrando vários mecanismos que ajudam na diminuição da poluição.
No processo de discussão ficou programada uma nova reunião onde serão discutidas medidas mitigadoras, tais como o controle na despesca, mecanismos eficientes de melhoria da qualidade da água, qualidade da ração, entre outras.
Além de técnicos do IAP, Instituto das Águas do Paraná e EMATER, participaram dos trabalhos representantes de setores importantes da cadeia produtiva de peixes do Paraná como indústria, secretarias municipais de agricultura e meio ambiente, SEAB, Ministério da Pesca e universidades, entre outras instituições.
Da AE Notícias
GERAL
Fórum tira dúvidas de produtores de peixes da região Oeste do Estado
Produtores de peixes da região Oeste do Paraná tiveram nesta quinta-feira (04) a oportunidade de tirar dúvidas e debater soluções para problemas encontrados na atividade. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Emater promoveram o fórum “Efluentes dos Viveiros da Piscicultura”, em Toledo, com palestras técnicas sobre o tema. Participaram do evento como palestrantes Danilo Muehlmann, coordenador estadual de piscicultura da Emater, Taciano Maranhão, engenheiro de pesca do IAP , e André Gentelini, professor do Instituto Tecnológico Federal do Paraná (ITFPR) de Foz do Iguaçu.
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