O voto consciente é a arma principal para iniciar essas mudanças, de acordo com o professor de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e cientista político, Gustavo Biasoli Alves. "O eleitor deve ter em mente que o ato de votar tem consequências e não são pequenas. É o projeto da cidade e a vida das pessoas que de alguma forma estão sendo definidas por quatro anos", lembra Biasoli. Por isso é necessário ponderar e analisar bem as propostas de cada candidato para escolher com consciência quem será o representante escolhido para sentar-se na cadeira de prefeito e vereador.
O cientista político explica que o próximo comandante do executivo terá o desafio de desenvolver industrial e tecnologicamente a cidade, para que o agronegócio não seja a única fonte de recursos para a cidade. "O desafio do próximo prefeito é o desenvolvimento, porque Toledo e os municípios de uma maneira geral e aqueles em que a economia está vinculada quase que exclusivamente ao agronegócio se observar geração de emprego ou renda você vai ver que não acompanha os municípios mais industrializados", adverte.
Portanto, para os próximos quatro anos, segundo Biasoli, o futuro prefeito terá que lutar, sobretudo, para modernizar a cidade. "Hoje tem a industrialização tecnológica, diferente de anos anteriores. Industrialização traz progresso, porque gera melhores salários e maiores possibilidades de competição por estes salários. Ganhando mais, pode se almejar ter melhores condições de vida", defende.
Mas esse trabalho começa no próximo domingo, dia das eleições. Será o eleitor que terá a responsabilidade de escolher um projeto que poderá dar para cidade este tão sonhado desenvolvimento econômico e social. Procurar acompanhar o que os candidatos colocaram, seja nos meios de comunicação, seja na propaganda política. Pensar e analisar o que eu quero para a cidade nos próximos quatro anos. Esse é o exercício que as pessoas deverão fazer para decidir quem deverá ser eleito", comenta.
Para o legislativo
Basicamente, a função de um vereador é criar leis que regulamentem da administração pública e fiscalizar o executivo municipal. Por isso é importante escolher com clareza e votar em candidatos a vereador que tem as melhores propostas e possam representar melhor o pensamento do eleitor.
Porém, o grande número de candidatos à ocupar uma das 19 vagas da Câmara Legislativa pode confundir o eleitor. Biasoli explica que a grande maioria destes candidatos tem, muitas vezes, um papel meramente figurativo no pleito, pois o principal motivo de estarem ali como candidatos é servir de cabo eleitoral para os membros mais populares dos partidos. "Geralmente, este número enorme de candidaturas (para vereador) não são todas que de fato tem potencial de atingir o quociente eleitoral para ser eleito", diz.
Neste caso, quando o voto parece ainda mais pulverizado - já que existem muitos candidatos - o voto é ainda mais importante. Por isso o professor alerta para não cair na tentação de vender o voto. "É preciso ter em mente que voto não é mercadoria, ou seja, é preciso denunciar a compra de votos. Voto não se troca por dentadura, por saco de cimento ou por cesta básica. Isto é errado e é crime. Se alguém cometeu este tipo de ato ilegal deve ser denunciado", finaliza.
Por Maurício de Olinda
POLÍTICA
Novo gestor do executivo e legisladores são escolhidos neste domingo. Voto consciente será fundamental para o novo ciclo de desafios que Toledo terá a partir de 2013
Toledo vive uma situação nova em comparação a eleição municipal anterior de 2008. Desta vez, ao contrário da eleição passada, quando José Carlos Schiavinatto foi reeleito prefeito da cidade, dois candidatos estão na disputa, Beto Lunitti (PMDB) e João Poletto (PP) e poderão ser escolhidos para governar Toledo pela primeira vez. Outra novidade que a política municipal vai ter no próximo ano será o aumento do número de vereadores, que passa dos atuais 11 para 19. Todas estas mudanças aliadas a uma cidade em franco desenvolvimento demográfico e econômico serão os grandes desafios da futura administração. Mas tudo começará na escolha destes novos gestores. Essa escolha será feita na urna. Por isso o maior desafio fica para o eleitor.
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