A coordenadora do projeto ‘Com Química das Crianças’, Márcia Borin da Cunha, explica que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu um edital, em 2011, no Ano Internacional de Química, e o grupo decidiu formatar o projeto, o qual foi aprovado. Com os recursos, Márcia disse que aprimorou o espaço de uma sala na Unioeste, adquiriu os materiais para desenvolver o projeto e iniciou as atividades naquele mesmo ano. Ela conta que o recurso encerra em 2012, mas o projeto terá continuidade nos próximos anos.
A educadora conta que o objetivo é despertar nas crianças o ‘espírito’ para a ciência, pois ela observa que nas séries iniciais é preciso que a ciência desperte a curiosidade e o senso de observação nas crianças. “Até porque as professoras nestas séries devem dar conta de muitas outras atividades e, às vezes, a ciência fica em segundo plano. Com isso, é possível ajudar a criança a desenvolver o senso da ciência antes dela tornar-se adolescente e chegar ao ensino médio e aprender a química”.
Márcia relata que as atividades de observação ou percepção do projeto são preparadas de acordo com a faixa etária dos alunos. “A ideia é depertar o senso crítico nas crianças. Há uma atividade que realizamos com caixas de sapatos onde colocamos objetos, como grão de feijão, pedra, algodão ou as deixamos vazias. O objetivo é fazer com que as crianças pensassem o que tem dentro das caixas, pois elas precisam imaginar como um cientista levanta hipóteses sobre o assunto, ou seja, relacionamos várias hipóteses o que pode ter ali dentro. A ideia é que investigue e que tenha o senso de que a ciência trabalha com isso”.
Educação
A professora afirma que é muito importante trazer as crianças para a Univesidade, um espaço antes desconhecido por elas. “E elas ao colocarem o jaleco sentem-se cientistas. Nós conversamos com as crianças de que um cientista não é um ser diferente e que eles podem também ser um no futuro”.
Ela lembra que uma menina disse que queria um jaleco para ela e a professora explicou que poderia ter um, desde que ela estudasse. “E ela disse que vai voltar na universidade para fazer o curso e ter um jaleco. Isso para o grupo foi uma realização. É esta conquista que queremos. Que eles se imaginem como profissionais da ciência, porque temos observado que há procura pelo curso diminui a cada ano e o Brasil precisa de cientistas”.
Visitas
As atividades são realizadas com educandos das segundas e terceiras séries e quartas e quintas séries. Para participar é preciso que as escolas entrem em contato pelo telefone (45) 3379-7012 para agendar as visitas até a Unioeste.
EDUCAÇÃO
Alunos do Ensino Fundamental tornam-se cientistas e compreendem pesquisas na Unioeste
Qual criança nunca quis experimentar a sensação de ser um cientista? Alunos de Toledo e região vivem isso no projeto ‘Com Química das Crianças’, realizado pela equipe do Núcleo de Ensino e Ciências (Necto), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Toledo. O propósito é despertar nas crianças o senso de observação e curiosidade na ciência.
Mais lidas
- 1Qualidade da água da microbacia do Rio Marreco passa por monitoramento
- 2Hoesp recebe R$ 35 milhões da Itaipu para construção da nova sede
- 3Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e reforça importância da educação financeira
- 4Saúde orienta população para onda de frio e reforça importância da vacinação contra a gripe
- 5Lançamento do “Bioenergia na Escola” reúne alunos do Clube de Ciências
Últimas notícias
- 1Toledo apresenta modelo de governança e inspira debate sobre empregabilidade
- 2Amop recebe Missão Paraná da Secretaria de Estado de Segurança Pública
- 3Tecpar inicia processo de transferência de tecnologia de vacinas com biofarmacêutica Sinovac
- 4Transcatarina reúne cerca de mil pessoas na edição de 2026 e toledanos estão confirmados
- 5Paraná registra o amanhecer mais gelado de 2026 e novos recordes são esperados




