Segundo pesquisas, a fitase melhora a eficiência de utilização dos nutrientes, dentre eles a proteína, a energia e os minerais. A fitase também contribui para uma melhor digestão de certos componentes nos animais e contribuem para a diminuição nos níveis de fósforo excretado pelo animal. Com isso, diminuindo a poluição provocada pelo excesso de fósforo no meio ambiente.
Nesta semana, um grupo formado pela professora alemã Dra. Angela Sünder, o doutorando pela Universidade de Göttingue, Ms. Michael Diehl e o mestrando, engenheiro de pesca, Pedro Gusmão, elaboraram a ração no laboratório do GEMAq.
O mestre em aquicultura, Michael Diehl, explica que a pesquisa busca estudar a influência da fitase na alimentação de peixes, no caso, pacus. “Queremos verificar se haverá o melhor aproveitamento do fósforo (presente em alguns alimentos para esta espécie) com a utilização da enzima (fitase)”.
Outro fator destacado por Diehl é a utilização da fitase como componente de redução da poluição ambiental, no caso, a redução do fósforo. “Queremos otimizar a absorção deste mineral e reduzir os custos de alimentação para a espécie”.
O professor, Dr. Fábio Bittencourt, acrescenta que a fitase melhora a qualidade da dieta e degrada a molécula de fósforo fítico para ser absorvido pelos animais. “Se o peixe conseguir absorver o fósforo, ele não o eliminará ao meio ambiente e, consequentemente, se reduz a poluição ambiental”.
Pesquisa
O estudo deve durar dois anos. Mas, o Ms Michael Diehl permanece no Brasil por dois meses. O experimento está instalado da Universidade Federal em Palotina. Após a conclusão da pesquisa, algumas das análises serão realizadas na Alemanha.
**Oportunidades**
O líder do Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura (GEMAq), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo, Dr. Altevir Signor, avalia como positiva esta nova parceria do Grupo. Ele explica que as parcerias com outras universidades ou instituições, sejam elas nacionais ou internacionais, permitem abrir novas oportunidades para que os pesquisadores do GEMAq possam aperfeiçoar os seus conhecimentos. “As parcerias surgem por meio de projetos de pesquisas elaborados ou aprovados que estão em fase de implantação ou conclusão”.
Signor acrescenta que estas parcerias ainda permitem que os pesquisadores desenvolvam trabalhos mais aprofundados com os produtores. “São vários os eventos elaborados pelo GEMAq por meio destas parcerias. Um deles é o ciclo de palestras no CDT- Iguaçu”.
GERAL
Profissionais da Alemanha desenvolvem ração para peixe em Toledo
Na natureza, os peixes conseguem suprir com facilidade as suas exigências nutricionais com os alimentos disponíveis no meio. No entanto, a prática da produção de peixes em sistema intensivo e superintensivo aumentou nos últimos tempos. Diante disso, a indústria de ração animal se preocupa em produzir rações de boa qualidade nutricional, com alimentos disponíveis durante a maior parte do ano, sem que haja prejuízo à qualidade do produto final. Contudo, muitas destas rações apresentam componentes que agridem ao meio ambiente, exemplo o fósforo. Por sua vez, pesquisadores tem a preocupação de formular um alimento (ração) que seja ideal para a nutrição do peixe, de baixo custo e a que não agrida ao meio ambiente. Exemplo disso é o projeto desenvolvido em parceria entre a Universidade da Alemanha, Universidade Federal de Palotina e Universidade Estadual do oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo, por meio do Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura (GEMAq). O estudo busca avaliar a ação da enzima chamada fiatase na alimentação de pacus.
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