A juíza disse que nesta segunda-feira (26), em conjunto com os delegados tiveram algumas decisões no sentido de amenizar a situação, retomar a normalidade na cadeia e, principalmente, evitar novas rebeliões. “Os presos estão revoltados, porque os pertences deles foram retirados durante a varredura. No entanto, este tipo de vistoria é um procedimento padrão e é recomendado por medida de segurança para evitar danos maiores”.
Ela destaca que os pertences de cada preso serão entregues as famílias que devem comparecer a delegacia. A juíza ainda informa que as famílias devem trazer materiais de higiene e roupa de cama. Outro tipo de roupa não será necessário, porque os presos passarão a usar uniforme (short e camiseta). Da mesma forma que as famílias não devem trazer alimentos, porque os presos receberão somente a refeição do Estado pela manhã (almoço) e a noite (janta). “Os colchões serão revistados e devolvidos até o final desta segunda-feira para que os detentos tenham onde dormir esta noite”.
Ao ser questionada sobre a entrada de celulares ou metais na cadeia, a juíza relata que a polícia civil realiza – mensalmente – um levantamento de objetos irregulares encontrados na cela e informa o saldo. “É difícil apurar a quem pertence, porque ninguém assume a propriedade. É um trabalho preventivo e vai continuar sendo feito com a periodicidade necessária. Neste final de semana, o poder judiciário esteve atento, acompanhou os trabalhos das polícias e da OAB e terá continuidade nesta semana”.
“Não sou otimista de que novas rebeliões não possam acontecer nos próximos dias ou meses”, declara a juíza Luciana
A última rebelião ocorrida na 20ª Subdivisão Policial de Toledo foi em setembro de 2005. A juíza da 2ª Vara Criminal, Luciana Lopes do Amaral Beal, afirma que ao longo destes sete anos o Poder Judiciário, o Ministério Público e as polícias tiveram êxito em evitar novas rebeliões. Entretanto, ela declara que a cadeia pública da cidade – nas condições atuais – é semelhante a um ‘barril de pólvora’ e a qualquer momento podia detonar novamente. “Infelizmente, isto aconteceu neste final de semana. Isto não é surpresa e não sou otimista de que novas rebeliões não possam acontecer nos próximos dias ou meses”.
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