Nesta data, o Hemepar ressalta a necessidade de doação de sangue consciente e da veracidade das respostas no questionário de triagem do doador. “O Hemepar precisa de 120 doadores de sangue por dia para repor os estoques. Estes doadores precisam estar conscientes que o sangue doado não serve apenas para acidentados e pacientes cirúrgicos, mas também para pacientes com hemofilia e outros distúrbios sanguíneos”, explica o diretor do Hemepar, Paulo Hatschbach.
Toda a doação de sangue passa por processos validados com segurança e qualidade. Recentemente, o Hemepar instituiu novas tecnologias para a diminuição da janela imunológica nos doadores de sangue, como por exemplo, o exame NAT, que diagnostica com mais precisão os vírus presentes na corrente sanguínea.
“É do sangue doado que é retirado o plasma para a produção dos fatores de coagulação, tratamento utilizado desde a década de 90 e que substituiu a transfusão de componentes sanguíneos”, enfatiza o diretor. Atualmente, existem 1213 pacientes cadastrados com hemofilia hereditária na Rede Hemepar no Paraná.
DIAGNÓSTICO - Quando confirmado o diagnóstico o paciente é inserido no cadastro nacional de hemofílicos. O Ministério da Saúde utiliza os dados do cadastro para a aquisição dos fatores liofilizados de coagulação e o paciente passa a receber, através do Hemepar, o medicamento gratuitamente. O medicamento é importado, pois no Brasil ainda não há produção e custa entre R$ 250 e R$ 3 mil por dose. Os portadores de hemofilia utilizam a medicação duas a três vezes por semana e, dependendo do peso do paciente, a dose pode ser de um até 10 frascos.
“Quanto mais precoce for o início do tratamento, menores serão as sequelas que deixarão os sangramentos. Por isso, o paciente deve ter em casa a dose de urgência do fator de coagulação específico para seu caso e deve ser treinado para aplicá-lo em si mesmo tão logo apareçam os primeiros sintomas”, explica a chefe da Divisão de Hematologia do Hemepar, Liana Souza.
SINTOMAS - Os sinais e sintomas são sangramento fácil e inchaço nas articulações (sangue na articulação, conhecida como hemartroses). “Muitos hemofílicos adultos, por apresentarem hemartroses consecutivas, evoluíram para a perda de movimento de joelhos, tornozelos e cotovelos, o que dificulta a inserção no mercado de trabalho e a participação nas escolas”, explica Liana Souza.
Os sangramentos podem ocorrer logo no primeiro ano de vida do paciente sob a forma de manchas roxas, que se tornam mais evidentes quando a criança começa a andar. Em alguns quadros, o sangramento ocorre em situações como cirurgias, extração de dentes e traumas. Os pais devem procurar assistência médica se o filho apresentar sangramentos frequentes e desproporcionais ao tamanho do trauma. “Os pais também precisam ser orientados para saber como lidar com o filho hemofílico e devem estimular a criança a crescer normalmente”, reforça Liana.
Da AE Notícias
GERAL
No dia nacional do hemofílico, Hemepar ressalta doação de sangue
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) homenageia nesta sexta-feira (4) o dia nacional do hemofílico, lembrado no dia 4 de janeiro em homenagem ao cartunista Henfil, morto nesta data em 1988. A doença foi difundida na mídia no Brasil quando o sociólogo Betinho e os irmãos dele, o cartunista Henfil e o compositor Chico Mário, morreram após contraírem a aids em transfusões de componentes sanguíneos a que eram submetidos, periodicamente, devido à hemofilia. A hemofilia é uma doença genético-hereditária que causa deficiência quantitativa e qualitativa nos fatores de coagulação do sangue e se manifesta quase que exclusivamente em homens.
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