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SAÚDE

Audiência Pública de Saúde reafirma: o desafio é a atenção básica

Audiência Pública de Saúde, do terceiro trimestre,  realizada nesta noite, contou com uma pequena plateia no auditório da Prefeitura Municipal e revelou uma linearidade nos investimentos públicos, mas também alguns desafios a serem enfrentados.

25/10/2010 - 21:53


A receita em saúde proveniente dos governos federal, estadual e municipal até o terceiro trimestre é da ordem de mais de R$ 19 milhões, enquanto as despesas empenhadas nos três primeiros trimestres totalizam mais de R$ 21 milhões.

A aplicação em saúde no primeiro trimestre de 2010 compreende 15,62% da receita do município, no segundo até 17,44% e até no terceiro trimestre totaliza 18,68% da receita.

Em 2009 o investimento em saúde ficou na ordem de 19,15% do total da receita municipal, a expectativa que este percentual se mantenha para 2010.

Por outro lado, a Audiência Pública revela um diagnóstico de problemas a serem enfrentados que são da ordem da saúde pública, entre eles, os exames citopatológicos , que tem por meta atingir a população feminina entre 25 e 59 anos, que segundo dados do IBGE 2010, somam 7.657 mulheres por trimestre, e o relatório apresentado na Audiência aponta que este trimestre cumpriu pouco mais de 21% da meta, ou seja, apenas 1.585 mulheres tiveram seus exames preventivos coletados.

Outro dado, lamentado pela Secretária de Saúde, Denise Liell é o número de partos por cesariana que somam 69,42% do total. “Apesar das campanhas de esclarecimento, os partos ainda são agendados”.

Os partos na adolescência em Toledo chegam a 14% do total, a média nacional está em  22% .  E a mortalidade infantil em Toledo chegou a oito por mil nascidos vivos.

As quatro causas mortes mais frequentes são as doenças do aparelho circulatório com 27,87%, doenças do aparelho respiratório com 18,58%, causas externas de Morbidade e mortalidade 11,98% e neoplasias (tumores) 10,26%.

As três maiores notificações individuais foram: atendimento anti-rábico (mordida de cachorro) com 34,87%, varicela com 24,19% e violências (causas externas) 12,09%.

Segundo a secretária de Saúde, a grande conquista do trimestre foi a redução das filas para especialidades. “Fizemos mutirões, conseguimos comprar um número maior de procedimentos e assim estabilizar a fila. Hoje eu tenho algumas consultas represadas de 2009 que ainda precisam ser resolvidas, mas a maioria das especialidades a fila de espera está em 2010, num prazo curtíssimo de espera”, finalizou Denise.

A próxima Audiência Pública deve acontecer em janeiro, com os números do último quadrimestre de 2010.

Texto Selma Becker

Imagens Graciela Souza

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