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EDUCAÇÃO

Acadêmicos sentiram como é ser deficiente visual ouvinte em palestra com as luzes apagadas

Por vinte minutos a plateia experimentou como é ser cego. As luzes do teatro foram desligadas e foi reproduzido um audiobook sobre a trajetória do palestrante

16/04/2018 - 08:55


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Fechar os olhos e experimentar a sensação de estar na pele de quem vive no escuro. Esta foi uma das propostas da palestra “Cego por 47 Minutos” realizada na noite desta quinta-feira (12) no Teatro Municipal de Toledo. No evento que contou com a participação massiva de acadêmicos dos cursos de Letras Português e Libras e Pedagogia da FAG Toledo, o palestrante Jonas Kaz relatou trechos da jornada que fez como voluntário pela África Oriental onde trabalhou com comunidades carentes do Malawi, país com um dos piores índices de desenvolvimento humano do mundo.  

Os acadêmicos de Letras e Pedagogia ficaram atentos às informações e participaram das atividades sensoriais realizadas durante a palestra, com participantes da Associação dos Deficientes Visuais de Toledo. Por vinte minutos a plateia experimentou como é ser cego. As luzes do teatro foram desligadas e foi reproduzido um audiobook sobre a trajetória do palestrante. “Foi um momento para as pessoas sentirem, ouvirem e se sensibilizarem com a realidade de um deficiente visual. É uma forma de trazer a minha história como voluntário para a população de Toledo e despertar o espirito da solidariedade nas pessoas”, comenta Jonas.

Os acadêmicos com deficiência auditiva não perderam um segundo da palestra, pois foram acompanhados pelas intérpretes de Libras da FAG Toledo. Para a coordenadora do curso de Pedagogia, Doralice Pizzo Diniz a participação dos acadêmicos foi importante para despertar neles o espírito da solidariedade. “É uma história incrível e muito inspiradora e que deve servir de exemplo para os nossos jovens que convivem com mazelas semelhantes às vividas nestes países africanos. Claro que em proporções menores, mas nós temos grupos aqui na Região Oeste que são extremamente pobres e poderiam contar com uma intervenção voluntária, como a que fizemos na semana passada em Guaíra”, afirma. A coordenadora se refere à visita que os acadêmicos de Pedagogia fizeram em uma aldeia indígena e a uma comunidade quilombola, momento em que se depararam com situações de carência e extrema pobreza.

Fonte: Assessoria de Imprensa