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SAÚDE

UFPR tem participação em estudo sobre uso dos testes de DNA-HPV no rastreamento do câncer do colo do útero

De acordo com os pesquisadores, o uso de testes de ácido desoxirribonucleico de papilomavírus humano (DNA-HPV) vem crescendo e se disseminando sem que existam recomendações de uso no cenário brasileiro.

13/07/2018 - 15:13


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    Atipia de células escamosas. Crédito: Flickr/Manuel Medina

A Universidade Federal do Paraná foi uma das responsáveis, junto ao Ministério da Saúde (MS) e outras entidades, pela publicação da 2ª edição das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, em 2016. Recentemente, a Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO) publicou um artigo realizado por grupos de revisores que pesquisaram evidências e formularam recomendações para o uso dos testes de papilomavírus humano (DNA-HPV) no rastreamento do câncer do colo do útero. Uma das autoras é Rita Maira Zanine, professora do Departamento de Tocoginecologia e Chefe do Setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia do Complexo do Hospital de Clínicas.

De acordo com os pesquisadores, o uso de testes de ácido desoxirribonucleico de papilomavírus humano (DNA-HPV) vem crescendo e se disseminando sem que existam recomendações de uso no cenário brasileiro. Em nome do Instituto Nacional de “Câncer José Alencar Gomes da Silva” (INCA) e com o apoio da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), o grupo pesquisou evidências e formulou recomendações para o uso dos testes de DNA-HPV no rastreamento do câncer do colo do útero no seguimento de mulheres com atipias citológicas e após tratamento de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC).

O produto desse processo, consenso entre os participantes buscado após debate, indica que os testes de DNA-HPV são recomendados num cenário de rastreamento organizado para identificação de mulheres com mais de 30 anos portadoras de lesões precursoras ou câncer assintomático e podem ser realizados a cada cinco anos. Os testes também têm valor após a citologia mostrando células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC- S) ou lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) como teste de triagem para colposcopia; na investigação de outras alterações citológicas quando não são observados achados anormais à colposcopia; buscando excluir doença; ou, ainda, no seguimento após tratamento das neoplasias intra-epiteliais de alto grau para exclusão de doença residual. Para Rita, a presença da UFPR em um trabalho de tamanha importância para a comunidade médica brasileira é digna de destaque.

Diretrizes

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero servem como padrão para o rastreamento do carcinoma de colo uterino em todo o território nacional. A normativa foi produto de um trabalho coletivo patrocinado pelo Ministério da Saúde do Brasil (MS), do qual participaram entidades como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“O trabalho foi desenvolvido durante 18 meses consecutivos com oficinas presenciais e videoconferências, nas quais foram debatidos vários tópicos referentes à prevenção e ao tratamento das lesões precursoras do câncer de colo uterino”, explica Rita.