EDUCAÇÃO

Mobilidade internacional virtual traz resultados positivos

Esta é uma das oportunidades de internacionalização oferecidas pelo Escritório de Cooperação Internacional da UEM

26/11/2020 - 16:57
Por Assessoria de Imprensa


O Escritório de Cooperação Internacional da Universidade Estadual de Maringá (ECI-UEM) oferece diversos serviços aos estudantes. Um que vem se destacando bastante é a mobilidade internacional virtual, uma opção que agrega muito valor ao currículo e que promete vir para ficar, e não ser apenas uma alternativa em tempos de pandemia.

“Quando o aluno se candidata à mobilidade presencial, pensa nos benefícios de uma vivência no exterior. Mas, por outro lado, existem alunos que não teriam oportunidade de fazê-la, considerando os custos da viagem. Nesse momento, a mobilidade virtual é uma opção frente à impossibilidade da presença física nas universidades estrangeiras”, destaca Lilian Fittipaldi Gardin Berdu, encarregada da mobilidade acadêmica na graduação do ECI-UEM.

Aos graduandos, alguns dos requisitos são ter autorização do coordenador do curso da UEM e elaborar um plano de estudos a ser cumprido. Para se informar sobre a mobilidade virtual na graduação, e também sobre a presencial, clique aqui. Atualmente, o ECI-UEM tem fluxo contínuo no processo de candidaturas da mobilidade outbound na graduação, ou seja, quando alunos da UEM vão a outro país para estudar, seja física ou remotamente. Marcia Edilaine Lopes Consolaro, diretora de Pós-Graduação na UEM, explica que mestrandos e doutorandos interessados em mobilidade precisam conversar com seus respectivos orientadores para saber quais são as possibilidades.

“Precisamos convencer e estimular os estudantes de que o espaço virtual também é um lugar repleto de possibilidades de aprendizagem”, incentiva Berdu. Italo João Bolqui Dutra, 24, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas (PCE-UEM), já sabe disso. Ele cursa, virtualmente, Sociología rural (Sociologia rural) na Universidade Católica do Maule (Chile). “É uma matéria de meu interesse, na qual estou aperfeiçoando meu espanhol e conhecendo pessoas da América Latina”. Dutra conta que teve identificação rápida com o docente Fernando de la Cuadra, que embora seja chileno e lecione em espanhol, tem fluência em português e conhece a cultura brasileira, até porque está morando em Fortaleza (CE).

Já Lilian Ayumi Yamada Hakutake, 23, graduanda em Engenharia de Alimentos na UEM, está fazendo aulas de Advanced food processing techniques (Técnicas avançadas de processamento de alimentos) na Universidade de Osnabrück (Alemanha). “Está sendo uma experiência única, porque posso conhecer e estudar com pessoas de diferentes países e culturas. E, além do conhecimento técnico, estou tendo uma oportunidade de aprimorar bastante meu inglês”, relata a acadêmica. Berdu concorda que “esta experiência é parte importante na formação, não só academicamente, mas também no que diz respeito à cultura e à língua estrangeira, possibilitando uma visão mais abrangente e estimulando o aluno às possibilidades internacionais”.

Outro acadêmico da UEM em mobilidade virtual é Leandro Favaretto, 20, da Engenharia Química. O graduando cursa a disciplina de Nutrición animal (Nutrição animal) na Universidade Católica do Maule. “Criei novas amizades e estou desenvolvendo habilidades interpessoais. Recomendo essa experiência para quem estiver buscando aprender língua estrangeira e ter contato com outras culturas. É uma oportunidade incrível!”. Ele escolheu uma disciplina na área de Zootecnia por ter interesse no assunto. “Pude perceber as diferenças entre a pecuária no Brasil e no Chile, dentre outras coisas. Ao mesmo tempo, pude perceber muitas similaridades, no sentido que a base teórica para formulação de ração é a mesma”, descreve Favaretto.

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PGE-UEM), Juliana Carolina Teixeira, 33, está fazendo a disciplina de International trends and issues in tourism, hospitality and events (Tendências e questões internacionais em turismo, hospitalidade e eventos) na Universidade de Osnabrück. Decidiu participar por estar desenvolvendo sua tese sobre turismo de base comunitária, além de receber contribuições para sua atuação enquanto docente de Turismo na Universidade Estadual do Paraná (Unespar). “A disciplina está agregando não somente o conhecimento acadêmico, mas a troca de experiências interculturais. Irá refletir seus efeitos na qualidade da minha formação como professora e pesquisadora e, por consequência, na sociedade”.

Vinda de estrangeiros – Os coordenadores dos cursos de graduação já receberam e-mail do ECI sobre a mobilidade virtual inbound, quando alunos do exterior podem vir à UEM, ainda que remotamente. No comunicado há um link para que os docentes de cada departamento cadastrem disciplinas e vagas a serem ofertadas para os estudantes internacionais.

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