A negociação de hoje deve apresentar uma proposta final, principalmente nas questões de remuneração. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens. O agendamento da negociação ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional (11), em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.
Para Neil Júnior, presidente do Sindicato dos Bancários de Paranavaí e Região, e representante da regional PACTU, a expectativa para a negociação é grande entre os trabalhadores. “Estamos fazendo a greve mais forte dos últimos 20 anos, com muita garra, força e dedicação. Esperamos receber uma proposta digna, que valorize o emprego decente”.
Segundo o coordenador do Sindicato de Guarapuava, Eloy Myszka, a tática do silêncio, imposta pela Fenaban, fortaleceu ainda mais o movimento grevista. “Foi um tiro pela culatra. Eles tentaram fragilizar a greve, mas acabaram fortalecendo ainda mais o movimento”.
Depois da apresentação da proposta pela Fenaban, os sindicatos do interior do estado aguardam o posicionamento do Comando Nacional para definir o horários da realização das assembleias no dia de amanhã (14), para aprovar ou não a proposta. “Começamos a greve de forma unificada, e vamos assim até o final”, garantiu Neil.
Somente o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região já definiu a data da sua assembleia: Será nesta sexta-feira (14), às 17h.
“Se a proposta não for satisfatória continuaremos e fortaleceremos ainda mais a greve, mas esperamos que depois de tanta pressão e mobilização dos trabalhadores bancários e da sociedade de todo o país, que nos seja apresentada uma proposta que valorize a nossa luta”, afirmou Zelario Bremm, dirigente do Sindicato de Toledo e Região.
Da Assessoria
GERAL
Expectativa para a negociação é de que banqueiros apresentem proposta decente
Depois de 17 dias de silêncio, a Fenaban decidiu se manifestar e estabelecer o diálogo no impasse entre as reivindicações dos trabalhadores bancários de todo o país e o desrespeito com que os banqueiros têm tratado os empregados, clientes e usuários dos bancos.
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