Foi realizado nesta terça-feira (6), na Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito, um encontro entre a Prefeitura de Toledo e representantes da Vale Norte e da Costa Oeste, empresas que prestam o serviço de coleta de resíduos orgânicos e de materiais recicláveis, respectivamente. O objetivo foi compreender as demandas apresentadas pelas empresas, identificar dificuldades operacionais e definir estratégias para melhorar o atendimento à população.
Também estiveram presentes o vice-prefeito Lucio De Marchi, o assessor de Governo, Neuroci Frizzo; o diretor técnico-legislativo, Afonso Simch; e a secretária designada do Meio Ambiente, Liliane Dória. Representantes das secretarias do Meio Ambiente e da Infraestrutura Rural e Urbana e de Serviços Públicos também participaram da conversa.
Problemas – O principal ponto apresentado pelos representantes das empresas foi o descarte incorreto de resíduos em lixeiras e, principalmente, nos contêineres amarelos e marrons instalados em vias públicas da cidade. Outro problema destacado durante a reunião foi a existência de lixeiras sem identificação, muitas vezes embutidas em muros, além de situações em que o tráfego de veículos dificulta o trânsito dos caminhões de coleta e o trabalho dos coletores.
Entre as definições da reunião está o incentivo para que a população utilize o sistema de coleta de recicláveis porta a porta, com o objetivo de reduzir a sobrecarga dos contêineres amarelos, além da intensificação da coleta em pontos críticos da cidade. Também foram discutidas questões administrativas, como a avaliação da viabilidade de centralização do serviço de limpeza urbana sob responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (SMMA).
Materiais misturados – Liliane, que ocupa o cargo de diretora de Licenciamento Ambiental da SMMA, afirmou que o principal problema enfrentado hoje está relacionado aos descartes irregulares tanto nos contêineres de resíduos orgânicos quanto nos de recicláveis. “As pessoas vêm depositando materiais volumosos nos contêineres amarelos, o que dificulta tanto para quem quer fazer o descarte correto quanto no momento da limpeza desses equipamentos, e isso tem atrapalhado muito o atendimento à população”, comenta a secretária designada, que informou ainda que novas rotas de coleta serão traçadas para otimizar o serviço e facilitar o descarte adequado.
O gerente da Costa Oeste, André Luiz Staffen, destacou a importância de ações de fiscalização e conscientização da população, com informações claras sobre horários e locais de coleta nos bairros. “Dessa forma, o munícipe não precisa se deslocar até os contêineres para fazer a destinação, e com a centralização da coleta nos bairros e datas definidas, o processo tende a facilitar tanto para a população quanto para o serviço”, observou.
André Staffen também reforçou que um dos principais problemas enfrentados é a mistura de resíduos orgânicos com recicláveis, o que inviabiliza o reaproveitamento do material. “Nos contêineres amarelos é encontrado tanto lixo orgânico quanto materiais recicláveis e até móveis, o que impede a separação correta, e muitas vezes todo o material precisa ser recolhido para não manter a cidade suja”, explicou.
Lixeiras altas - O gerente da Vale Norte, José Ferrari, ressaltou a importância da separação adequada entre lixo orgânico, reciclável e volumoso, e apontou ainda dificuldades relacionadas à falta de padronização das lixeiras. “Em alguns casos elas ficam em locais muito altos, exigindo que os coletores subam em grades, além de haver residências sem lixeira. A melhoria nessas condições tende a refletir diretamente na qualidade da coleta”, avaliou.



