Num cenário em que crianças curiosas, intensas e criativas continuam sendo rotuladas como “exageradas”, “precoces demais” ou apenas “espertas”, a superdotação infantil segue cercada por mitos que silenciam potenciais extraordinários. Em muitos casos, mesmo quando sinais claros aparecem cedo, a reação dominante ainda é a dúvida. E é nessa dúvida que talentos se perdem.
Entre dúvidas, mitos e receios, sinais valiosos acabam passando despercebidos e talentos preciosos deixam de ser estimulados desde cedo.
As altas habilidades/superdotação (AH/SD) englobam muito mais do que tirar boas notas ou aprender rápido. Uma criança superdotada pode demonstrar criatividade incomum, forte senso crítico, hiperfoco, sensibilidade emocional, pensamento divergente ou desempenho excepcional em áreas específicas. Mas, por não corresponderem aos estereótipos, como o do “gênio prodígio”, muitas vezes elas não são reconhecidas, e isso tem impacto direto em seu desenvolvimento.
Essa confusão entre facilidade e superdotação é comum nas famílias, e o debate vem ganhando espaço em escolas e comunidades. Dados oficiais reforçam a urgência: a Agência Brasil estima que existam cerca de 24 mil crianças superdotadas no país; a OMS projeta que 5% da população apresenta algum tipo de altas habilidades; e, considerando os 47 milhões de alunos da educação básica (Censo Escolar/Inep 2020), isso representaria aproximadamente 2,3 milhões de estudantes. No entanto, apenas uma pequena fração é de fato identificada.
Para ilustrar o tamanho do subdiagnóstico, o vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha, destaca: “No Brasil, cerca de 1 milhão de crianças têm altas habilidades, mas apenas 25 mil são laudadas. Isso significa que só 3% recebem diagnóstico formal”. Ou seja, a grande maioria cresce sem ser vista, e sem acesso ao acompanhamento adequado.
Além disso, muitas crianças com AH/SD apresentam comorbidades, como dificuldades de socialização ou defasagens em áreas específicas. Esses fatores podem mascarar seu potencial, tornando o diagnóstico ainda mais desafiador. Soma-se a isso o fato de que grande parte das escolas não está preparada para lidar com esse público, o que impede que elas tenham oportunidades reais de desenvolvimento. É preciso desmistificar a ideia de que superdotação significa ser “super-homem” ou “super-mulher”. Superdotados são crianças com potenciais, desafios e necessidades muito particulares.
Diante desse cenário, o Colégio Donaduzzi está promovendo uma iniciativa essencial: um Workshop aberto à comunidade para discutir altas habilidades/superdotação e ajudar pais e responsáveis a compreenderem melhor o tema. A intenção é oferecer conhecimento acessível, derrubar mitos e orientar famílias que desejam identificar e apoiar seus filhos desde as primeiras fases da vida.
Segundo Paulo Rocha, o ecossistema formado pelo Biopark e pela Academia Donaduzzi valoriza profundamente as individualidades. A Academia oferece mais de 50 módulos de oficinas em contraturno escolar, ampliando o repertório de aprendizagem e permitindo que cada estudante explore seus potenciais de forma personalizada. A metodologia do Colégio Donaduzzi está alinhada a este modelo, reforçando um compromisso consistente com a educação integral.
O workshop será uma oportunidade para que pais e responsáveis esclareçam dúvidas, entendam como funciona a identificação de altas habilidades e descubram caminhos possíveis para estimular o crescimento saudável e pleno de seus filhos.
Workshop – Altas Habilidades/Superdotação
Quando: Quinta-feira, 23 de abril, às 19h00
Onde: Colégio Donaduzzi
Aberto à comunidade: entrada livre
Onde: Colégio Donaduzzi
Aberto à comunidade: entrada livre




