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CULTURA

Concertos especiais transformam encontros em memórias no Festimap

Durante a programação do Festimap, os Concertos Especiais mostraram que a arte ultrapassa fronteiras e faz da sensibilidade sua mais bela linguagem.

19/07/2026 - 19:02
Por Assessoria


Nem sempre a música precisa de um grande palco para alcançar sua maior grandeza. Às vezes, ela encontra seu lugar em um corredor de hospital, no abraço de uma pessoa idosa, no silêncio respeitoso de uma igreja ou na pausa da rotina de quem trabalha. Durante a programação do Festimap, os Concertos Especiais mostraram que a arte ultrapassa fronteiras e faz da sensibilidade sua mais bela linguagem.

Ao longo da semana, o Festival levou apresentações a diferentes espaços de Toledo. A programação começou no domingo (12), no Shopping Panambi; seguiu na segunda-feira (13), para a Catedral Cristo Rei; passou pelo Hospital Bom Jesus, na quarta-feira (15); emocionou o público do CERTI Pioneiro, na quinta-feira (16); e encerrou esse ciclo especial na sexta-feira (17), na Prati-Donaduzzi.

Mais do que apresentações musicais, cada concerto foi pensado para dialogar com a realidade do público. Segundo a assistente de direção do Festimap, Andrea Turato, essa é uma das missões mais delicadas e, ao mesmo tempo, mais gratificantes do Festival.

“É difícil elencar uma única situação que marque um Festival. Acredito muito no que fazemos e, a cada sorriso que arrancamos de uma criança no palco, a cada pequeno movimento de um prematuro na UTI Neonatal, o coração pulsa de maneira diferente”, relata.

Andrea explica que um dos principais desafios está justamente na definição do perfil de cada apresentação.

“Escolher os músicos e o repertório para cada concerto especial exige sensibilidade, porque cada ambiente possui características muito próprias. O concerto realizado no hospital, por exemplo, é o mais delicado. Com a experiência, percebemos que o violino é o instrumento mais adequado para aquele espaço, pois respeita a atmosfera e proporciona acolhimento.”

O retorno do público também marcou profundamente a equipe organizadora. Para Andrea, Toledo demonstrou, mais uma vez, carinho e respeito pela música.

“O público de Toledo sempre nos surpreende. A educação, a postura durante os concertos e o envolvimento das pessoas foram emocionantes. Em diversos momentos, houve uma interação completa entre músicos e plateia.”

Entre tantas lembranças, uma permanece viva na memória da organização. Após o concerto realizado no CERTI Pioneiro, uma senhora de 85 anos emocionou a equipe ao compartilhar a realização de um sonho.

“Ela me abraçou muito forte e disse: ‘Sempre ouvia esse tipo de música no rádio e meu sonho era ver alguém cantando ao vivo. Nunca achei que isso fosse acontecer. Agora que realizei meu sonho, posso morrer’. É impossível não ser tocado por momentos como esse.”

Os Concertos Especiais também representaram uma oportunidade de aprendizado para os participantes do Festival. Além das aulas e masterclasses, os alunos tiveram contato direto com apresentações realizadas por professores e colegas, ampliando sua formação artística e convivendo com músicos reconhecidos nacional e internacionalmente.

Para Andrea, o legado do Festimap vai muito além da semana de programação.

“Tudo é um processo. O Festival alimentou a semente musical que já existia em Toledo. Pudemos acompanhar, por exemplo, a evolução dos músicos da cidade durante o concerto da Camerata e da Orquestra SerPrati. Esse crescimento não acontece da noite para o dia, mas é fruto de dedicação contínua.”

Ao se despedir desta edição, Andrea reforça o propósito que move o Festival desde sua criação.

“Espero que o Festimap deixe, acima de tudo, a certeza de que vale a pena dedicar a vida às causas que acreditamos tornar a humanidade melhor. A música e a educação musical são a nossa causa.”

Assim, entre notas, silêncios e encontros, os Concertos Especiais encerram sua jornada e deixam algo que nenhuma partitura consegue registrar por completo: a lembrança de que a música, quando compartilhada, continua ecoando muito depois que o último acorde se despede.

A terceira edição do Festival Internacional de Música Araucárias do Paraná é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com realização do Ministério da Cultura. O Festival tem patrocínio cultural exclusivo da Prati-Donaduzzi e apoio institucional da Prefeitura de Toledo, por meio da Secretaria Municipal da Cultura.

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