A sessão foi realizada em homenagem a Micheletto, a partir de pedido do relator e do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PSD-RO).
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que manterá a proposta na pauta de sessão extraordinária prevista para a noite desta terça-feira. A votação, no entanto, poderá ser adiada se não houver acordo.
Defesa da Agropecuária
Em mensagem lida pela 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), Marco Maia ressaltou a atuação de Micheletto na ascensão da agropecuária na economia brasileira.
Para Moreira Mendes, o trabalho “obcecado” de Micheletto em defesa da agricultura e pecuária também era visto na defesa das cooperativas. O ex-parlamentar foi presidente da Frente Parlamentar Mista do Cooperativismo.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reforçou a necessidade da votação do Código Florestal como homenagem “ao esforço e à dedicação” do ex-deputado para o Brasil continuar se desenvolvendo. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, também participou da sessão solene.
Alguns parlamentares sugeriram que a lei do novo código, caso aprovada, leve o nome de Micheletto.
Acidente
O parlamentar morreu vítima de um acidente de carro na rodovia PR-239, na altura do km 588, na cidade de Assis Chateaubriand (PR). Micheletto, que tinha 69 anos, era engenheiro agrônomo e administrador rural. Ele estava em seu sexto mandato como deputado federal e era um dos principais integrantes da bancada ruralista.
Nascido em Xanxerê (SC), ele era casado e tinha três filhos. Nesta legislatura, era titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.
Da Assessoria
GERAL
Novo Código Florestal será homenagem póstuma a Micheletto, afirma relator
O relator do novo Código Florestal (PL 1876/99), deputado Paulo Piau (PMDB-MG), afirmou que a aprovação da proposta será a maior homenagem póstuma ao deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR). Falecido no último dia 30 de janeiro, Micheletto presidiu a comissão especial que discutiu o projeto. “Ele [Micheletto] tinha convicção absoluta de que devemos conjugar a produção no campo com a proteção ambiental. Muitas vezes, foi taxado de extremista, mas olhava o que era importante para o País”, disse Piau, em sessão solene nesta terça-feira (6).
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