Servidores municipais participaram, nesta quarta-feira (14), da capacitação “Neurodivergência no serviço público: como receber, entender, trabalhar e conviver com pessoas neurodivergentes”. A atividade foi realizada no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal Alcides Donin, e promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social: Infância, Juventude, Pessoa Idosa e Família (SDHS).
A programação contou com palestra ministrada por Josenei Godoi de Medeiros, pessoa autista com altas habilidades, e sua esposa, Márcia Staudt. O encontro abordou a inclusão de pessoas neurodivergentes no ambiente de trabalho e no atendimento ao público, com orientações para que os servidores compreendam suas necessidades e saibam como acolhê-las adequadamente.
No período da tarde, também foi realizada uma contação de histórias com Cleonice Dumke da Secretaria da Cultura e Tânia Salete Bilato da SDHS, sobre inclusão e respeito às diferenças desde a primeira infância, além de uma roda de conversa com a participação de Gabriel Bilato, que também é neurodivergente e estudante de Direito, e compartilhou experiências e vivências.
A coordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência, Tânia Salete Bilato, explicou que a capacitação, realizada também no ano passado, foi retomada com novos temas para ampliar o conhecimento dos servidores sobre a neurodivergência e melhorar o acolhimento nos serviços públicos. “O objetivo é que os servidores compreendam como receber e incluir uma pessoa neurodivergente em diferentes situações do dia a dia. Às vezes, uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo, pode ter dificuldade de se comunicar verbalmente e precisar de auxílio durante um atendimento. No ambiente de trabalho, também é importante entender que determinadas atitudes ou comportamentos podem estar relacionados à neurodivergência. Por isso, precisamos aprender a reconhecer essas necessidades, saber como ajudar e levar esse conhecimento para além do serviço público, para nossas casas e para a convivência em sociedade”, destacou.
Tânia também ressaltou a importância de ampliar a conscientização sobre o autismo e outras formas de neurodivergência, considerando as experiências vividas pelas próprias pessoas e por seus familiares. A iniciativa busca contribuir para uma sociedade mais preparada para compreender as diferenças e promover o respeito e a inclusão.



