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EDUCAÇÃO

Túnel de balões, rugidos de dinossauros e planetário: mostra literária transforma aprendizado em encantamento na Educação Infantil

Quarto ano consecutivo do evento do Colégio La Salle reúne atividades pedagógicas construídas a partir do material didático e da BNCC, com contação de histórias, experimentos de ciências e forte participação das famílias
19/10/2026 - 15:45
Por Redação - Selma Becker


Quando as crianças da Educação Infantil atravessavam o túnel de balões, a magia acontecia: olhinhos brilhantes, a busca pelos sons dos dinossauros e a mostra dos trabalhos que, ao longo do ano, ajudaram a construir, cada turma a seu modo, em sua sala, com a professora que, naquele momento, tinha outra dimensão: um cenário para a magia, o encantamento, a literatura e a ciência.

A cena descreve a Mostra Literária da Educação Infantil do Colégio La Salle, que chegou à sua quarta edição. Por trás do clima de festa, porém, existe um propósito pedagógico bem definido, como explica a coordenadora da Educação Infantil, Rosangela Schio.

"O objetivo é expor as atividades realizadas pelas crianças dentro de um contexto pedagógico, pautadas no material didático, na matriz e nas habilidades da BNCC", afirma. "Todas as salas tinham atividades feitas pelas crianças e até a atividade de interação partiu do material didático. Nada foi trabalhado solto: tudo estava amarrado com o material, com a nossa matriz e com a BNCC."

Literatura para os menores, dinossauros para todos

Quem percorreu a mostra percebeu duas trilhas temáticas: de um lado, os dinossauros, que marcaram a festa das crianças; de outro, a literatura em si, no trabalho com os menores. As duas, segundo a coordenadora, nascem do mesmo lugar.

"Na creche 3, que já faz uso do material didático, as contações de 'João e Maria', 'O Mágico de Oz' e 'O Fundo do Mar' vêm do livro didático. E o projeto de contação de histórias existe aqui desde os pequenininhos: o ano inteiro fazemos diferentes momentos de contação", explica Rosangela.

O tema dos dinossauros também partiu do material, hoje, da editora Poliedro. "Gosto muito desse material porque ele tem uma metodologia que faz a criança vivenciar, experimentar e colocar a mão na massa, e faz o professor trabalhar de forma mais crítica, levando a criança a refletir sobre o que está aprendendo", diz a coordenadora. O estudo ganhou reforço extra: as crianças foram ao cinema assistir a um filme da Era do Gelo, e a partir dali as atividades se desdobraram em arte, histórias e experiências, sempre dentro do que a Educação Infantil preconiza: o lúdico.
"Quando eu trabalho um conteúdo que tem significado e que as crianças vivenciam, faz toda a diferença para elas internalizarem o que está sendo trabalhado", resume Rosangela Schio.

Da literatura à leitura: frutos colhidos no pré

Para os pequenininhos, o foco na literatura tem impacto direto no desenvolvimento. "Impacta no desenvolvimento da linguagem e da imaginação e já desperta a curiosidade para o mundo da leitura e da escrita", avalia a coordenadora. Segundo ela, os efeitos aparecem depois, no pré 1 e no pré 2, etapas em que as crianças precisam começar a registrar, a fazer a junção das letrinhas e a perceber os sons. "Esse trabalho começado lá, a gente colhe os frutos aqui."

Ciência no planetário e no laboratório

Na proposta dos dinossauros, a apresentação da ciência às crianças ficou evidente , sobretudo no planetário. A mostra, lembra a coordenadora, é a "cereja do bolo" de um percurso construído ao longo do ano no laboratório de experiências.
"Eles entenderam um pouquinho de onde vem a chuva, observaram a água da chuva e a água da torneira. Também conheceram os animais: por que esse bichinho tem pelo, por que esse tem escama, por que a coluna de um é diferente da do outro", conta. "E quando falamos dos dinossauros, eles queriam entender de onde vieram. As professoras mostraram o vídeo da época do Big Bang, aquela explosão, como eles foram desaparecendo. Tudo partiu das curiosidades deles, pautadas no conhecimento do material e nas aulas do laboratório de ciências com a professora especialista na área".

Depois da mostra, continuidade

O evento encerra um ciclo, mas não o trabalho. "Tudo isso que foi construído vai dar continuidade até o final do ano e, para quem muda de nível, a ideia é não perder esse fio, sempre amarrando e melhorando a cada ano", afirma a coordenadora. O critério final, reforça, é simples: "Não adianta fazer tanta coisa bonita se o objetivo principal não é o aprendizado com significado, com vivência. Quando as crianças chegavam no portão e já ouviam o barulho do dinossauro, algo se despertava: será que é real? Por que isso? De onde vem? Acho que foi muito significativa essa estratégia de partir da curiosidade das crianças".

Família como parceira

Rosangela lembra que as famílias tiveram um papel central na realização da Mostra. "Quero agradecer às famílias, porque tivemos essa parceria: houve atividades que foram para casa e foram construídas junto com a família. Agradecer por estarem prestigiando a nossa atividade hoje e dizer que a escola é isso: parceria e trabalho, família e escola. Quando a gente caminha junto, o resultado nos surpreende."
Arte selma