Segundo o chefe do núcleo Regional da Seab de Toledo, João Luiz Raimundo Nogueira, a Embrapa estuda o avanço e o surgimento da doença, mas técnica e oficialmente, pouco se sabe, principalmente como é possível coibir seu avanço. A informação foi dada por João Luiz com exclusividade na manhã desta segunda-feira (13) na entrevista da semana sobre o panorama do agronegócio brasileiro na Casa de Notícias.
Potencialmente, a doença ataca entre 50 e 60 dias após o plantio, o que significa que este é o principal período para que isso ocorra, coincidindo com o período em que a ferrugem da soja se propaga. “Os sinais mais evidentes da soja louca correspondem que a planta para de crescer e não se desenvolve, até o momento pouco se sabe sobre ela e como a soja louca pode ser atacada, mas é mais um fator preocupante pois já temos problemas suficientes quando o assunto são doenças da soja”, lembrou.
Por outro lado ao menos no Paraná, os produtores não têm do que reclamar. O desenvolvimento dos grãos da oleaginosa segue sem grandes atropelos ou problemas. “O excesso de chuvas começa a preocupar um pouco, mas não é nada que cause danos irreparáveis e há previsão de uma trégua nas chuvas nos próximos dias, isso deve contribuir bastante”, lembrou.
Durante a entrevista o técnico falou ainda sobre o relatório divulgado na última sexta-feira pelos Estados Unidos com referência aos estoques mundiais. “A expectativa era grande sobre este relatório, mas ele foi um relatório muito morno e que acabou influenciando no preço das commodities”, reforçou. Entenda o porquê em instantes, numa matéria completa em vídeo aqui na Casa de Notícias.
PECUÁRIA
Doença da soja louca preocupa produtores
Uma doença que retarda e trava o crescimento da oleaginosa e que pouco se sabe de concreto sobre ela. Os primeiros casos da chamada soja louca foram registrados no Mato Grosso em 2009 e agora voltam a atacar. Tão nociva quanto a ferrugem da asiática a praga causa danos irreversíveis e apesar de não ter registros dela no Paraná, a situação é bastante preocupante porque pode ser transmitida e alastrada pela força dos ventos. O que significa que a chegada dela no Paraná, pode ser uma questão de tempo.
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