O diretor de pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, apresentou uma contraproposta às propostas apresentadas pelos trabalhadores e pelos empresários, na qual, o valor do reajuste seria de 10,32% para todos os grupos.
Segundo o diretor, é uma proposta aceitável porque possui um valor real de aumento do salário mínimo intermediário aos valores apresentados pelas centrais e pelos empresários.
Durante a reunião, representantes das centrais sindicais aceitaram negociar o reajuste a partir do aumento proposto pelo Ipardes, porém, não houve nenhuma definição consensual triparte na formulação de uma proposta do valor do reajuste do salário mínimo regional.
O presidente do Conselho Estadual do Trabalho, Denílson Pestana da Costa, propôs a Comissão Tripartite para agendar uma nova reunião, com data a ser definida, convocando todos os membros do Conselho. O objetivo, segundo o presidente, “é se reunir quantas vezes for necessário até construir um acordo tripartite sobre o aumento”, diz.
Atualmente, o salário mínimo regional varia entre R$ 708,14 e R$ 817,78 e está dividido em quatro faixas, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações:
Grupo I: Trabalhadores da agricultura, setores florestal e pesca.
Grupo II: Trabalhadores em serviços administrativos, domésticos e gerais, vendedores do comércio e trabalhadores em reparação/manutenção.
Grupo III: Trabalhadores na produção de bens e serviços industriais.
Grupo IV: Técnicos de nível médio.
Da AE Notícias
GERAL
Governo, trabalhadores e empregadores debatem reajuste para mínimo regional
Uma comissão tripartite do Conselho Estadual do Trabalho (CET) formada por representantes dos trabalhadores, empregadores e governo, reuni-se nesta quinta-feira (5) na Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (SETS) para debater sobre o aumento do salário mínimo estadual. As centrais sindicais propõem que o reajuste seja de 14,13%, paritário aos quatro grupos de ocupações formados de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), já os empregadores propõem aumento de 6,5% para o primeiro grupo, de 7,5% para o segundo e de 8,54% para o terceiro e o quarto grupo.
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