Será que é o momento da desilusão? Será que devemos perder a esperança? Duas semanas atrás, ao ministrar uma palestra sobre Química Verde, fui questionado se eu acreditava na Rio+20 e se ela traria algum avanço na questão ambiental. Fui sincero e disse que não, pois este tipo de evento é muito voltado para mídia, para marketing de líderes mundiais. Mas, disse que eu acreditava nas pessoas, aqueles que não estão no foco das lentes das câmeras, mas tem ideias e projetos ambientais. São pesquisadores em universidades, são pequenos empreendedores com soluções simples e eficientes, são ações sociais de entidades sem fins lucrativos (as de verdade!) que se atendam ao indivíduo sem esquecer o ambiente que o cerca. São pessoas que tem o compromisso com o mundo no qual vivemos e esta é a diferença: o compromisso! As pessoas fazem a diferença quando assumem o compromisso e se agarram a ele com força e coragem! É a vontade de fazer a diferença, é o motor que impulsiona pequenas transformações, que se tornam grandes ao longo do tempo. É a inteligência aliada à força de vontade. Devemos acreditar nas pequenas ações. As grandes surgirão naturalmente. Não podemos desistir do meio ambiente, mesmo que nossos governantes e aqueles que poderiam fazer algo se encolhem em mesquinharias e receios bobos, cruzando os braços, acusando os outros e dizendo “isto não é comigo!” Nós somos parte deste meio ambiente e se ele está com problemas, nós também estamos. Se ele está doente, muito de nossas ações foram a causa desta doença. Portanto, é hora de arrumar a casa e trabalhar para o bem comum do meio ambiente e, consequentemente, nosso.
Rio+20 – Por Cleber Lindino
A Conferencia da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, ocorre no Rio de Janeiro, com a presença de vários chefes de Estado, neste momento. Parece que mais uma vez não se chegará a nenhum acordo palpável, com metas estabelecidas, com propostas sólidas, viáveis e com data para acontecerem. Parece que há uma decepção geral para aqueles que querem um mundo melhor, mas sustentável, mas limpo. O documento elaborado ficou muito recortado, muito vazio.
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