No último esboço de contraproposta, a SEAP (Secretaria de Estado Administração e Previdência) sequer apresentou uma tabela salarial aos agentes universitários, condicionando sua apresentação ao retorno das férias do secretário da SETI (Secretaria de Estado Tecnologia e Ensino Superior), Alipio Leal Neto, após o dia 17 de julho.
Para Francis, a cada negociação com o Governo do Estado fica mais claro a necessidade de se reforçar o indicativo de greve, já aprovado em assembleia para a primeira quinzena de agosto. “O que está posto é uma concepção de governo, uma concepção de Estado que busca sucatear o serviço público, por meio da criação de Organizações Sociais (OS), terceirizações e desvalorização do servidor público”, classifica.
Além de rechaçarem mais uma proposta do governo estadual, os servidores traçaram alguns encaminhamentos, que fazem parte do preparativo para uma eventual greve nas universidades paranaenses.
Diretores do Sinteoeste estarão presentes nas paralisações pontuais que ocorrerão nas demais universidades, assim como aconteceu no dia 29 na Unioeste, que contou com a presença de servidores da UEM (Universidade Estadual de Maringá). As paralisações nas demais instituições acontecem nos dias 18/07 (UEM/Maringá), 25/07 (Unicentro/Guarapuava), 02/08 (UEPG/Ponta Grossa) e 08/08 (UEL/Londrina).
Também ficou deliberado na assembleia desta quarta-feira, a suspensão das paralisações na Unioeste programadas entre os dias 27 a 30 de julho. Ao invés das paralisações pontuais, os servidores dos cinco campis agendaram uma mobilização com panfletagem de conscientização no dia 29 de julho em Francisco Beltrão, durante a abertura do vestibular de inverno.
Da Assessoria
GERAL
Para servidores da Unioeste, contraproposta traz ‘consequências desastrosas’ à categoria
Os servidores técnicos da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) reunidos em assembleia na tarde de quarta-feira (11), no Campus de Cascavel, rechaçaram a nova contraproposta de PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) apresentada pelo Governo do Estado no dia 05 de julho. Considerada um novo retrocesso à categoria, a proposta limita ainda mais a possibilidade de desenvolvimento da carreira. “Essa ‘contraproposta’ foi uma afronta aos servidores, se avaliarmos ela no todo, vemos que ela traria consequências desastrosas à categoria”, avalia a professora Francis Guimarães Nogueira, presidente do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos em Ensino Superior do Oeste do Paraná).
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