Na Olimpíada Internacional de Matemática, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, uma de prata e três medalhas de bronze, além de uma menção honrosa. Entre cem países, o Brasil ficou em 19º lugar (na Olimpíada de Londres, o Brasil ocupa no momento a 26ª colocação). Outro jovem brasileiro ganhou neste ano medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Física e outros quatro jovens ganharam medalha de bronze. Neste momento, ocorre no Brasil a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Vassouras, RJ, de 06 a 13 de agosto) e o Brasil tem dez participantes. No ano de 2011, na Olimpíada Internacional de Informática, o Brasil voltou com uma medalha de ouro e três de bronze, ficando na frente de Inglaterra, França, Canadá e Alemanha na classificação geral (em 2012, ocorrerá em setembro, na Itália). Sem contar os prêmios na área de robótica. Podemos então refletir duas coisas. A primeira: será que não estamos supervalorizando algumas áreas no Brasil e deixando de lado outras? Será que não enaltecemos demais alguns personagens em um esporte como o futebol, em uma novela, em um Big Brother e esquecemos-nos de nossos estudantes? Quanto talento está sendo desperdiçado em nossas escolas, por falta de incentivo, por falta de visão de governos? Será que nossas escolas e nossos governantes estão preparados para lidar, por exemplo, com alunos de excepcional desempenho? Será que eles não são tão ou mais marginalizados, inclusive por seus colegas, do que aqueles que têm dificuldades? Outra reflexão nos permitir perguntar: estes estudantes medalhistas indicam que o ensino brasileiro está no caminho certo? Creio que não necessariamente. Muitas vezes, estes estudantes receberam incentivos de Universidades ou professores abnegados nas escolas, que os apoiaram. Na verdade nos devemos perguntar: e os outros milhões de estudantes? Conseguiriam alguma medalha? Ou estão sendo renegados a uma vala comum: notas artificiais, aprovação automática, currículo inchado e pouco eficiente.
Olimpíadas
Enquanto que estamos à volta com as Olimpíadas de Londres, passa quase despercebido que jovens brasileiros estejam se destacando em outras Olimpíadas: as do conhecimento. Na Olimpíada Internacional de Química, dos quatro membros da delegação brasileira, um jovem paulista conquistou medalha de prata e três jovens cearenses conquistaram medalhas de bronze.
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