Sexto laboratório público do gênero no mundo e o primeiro da América Latina voltado exclusivamente para análises de produtos derivados do tabaco, o Latab teve investimentos de R$ 4 milhões e consolida a liderança mundial do Brasil nas políticas de controle do tabaco, colaborando para a redução dos impactos da epidemia tabagista e das doenças a ela relacionadas, na avaliação do INT.
Para o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Santini, a inauguração do laboratório é um grande avanço para o controle do uso do tabaco no Brasil. “Nós do Inca participamos e acompanhamos todo o processo que se constitui em um importante recurso tecnológico para fortalecer a politica nacional de controle de tabaco no país. O laboratório vem acrescentar valor e qualidade à essa política”, declarou.
Santini disse ainda que a politica nacional antitabagismo vem obtendo êxito na prevenção ao uso do tabaco e o seu êxito pode ser traduzido no fato de o país ter conseguido diminuir forma intensa e reconhecida mundialmente o número de fumantes no Brasil.
“Nos últimos anos reduzimos algo em torno de 15% na prevalência de fumantes no total da população brasileira, que já foi de mais de 35%, mas ainda assim isto significa a existência de 25 milhões de fumantes, o que é um número ainda alarmante, principalmente se considerarmos os malefícios causados pelo cigarro para a sociedade de uma maneira geral - sem falar do custo econômico que isto significa para o país”, ressaltou.
No Brasil, o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas todos os anos. A prevalência de fumantes, segundo o Inca, é 17,2% da população com faixa etária de 15 anos ou mais.
Da Agência Brasil
GERAL
Inaugurado laboratório que vai ajudar no controle de produtos derivados do tabaco
O Laboratório de Tabaco e Derivados (Latab), inaugurado na segunda-feira (13) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), vai ser usado pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo no país. “O Latab passa a ser um laboratório que vai, na prática, verificar se aquilo que está sendo autorizado pela Anvisa de conteúdo [para cigarros, cigarrilhas e charutos] é exatamente o que a indústria do tabaco está colocando nestes produtos. Toda norma, toda regulamentação, que a gente faz tem o sentido de prevenir os efeitos maléficos - principalmente de algumas substâncias que contenham esses produtos”, disse Agenor Alvares, diretor da Anvisa.
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