Apesar de os novos medicamentos ser amplamente utilizados em outros países, o Ministério da Saúde se preocupa com possíveis eventos adversos durante o tratamento. “O objetivo do seminário é justamente apresentar os novos medicamentos aos médicos e alertá-los sobre a necessidade do acompanhamento constante dos pacientes. Além disso, uma rede de assistência deve ser estruturada para dar suporte aos casos de complicações”, explicou a representante da Coordenação Nacional das Hepatites Virais, Laura Souza.
A hepatite C é responsável por 70% dos casos crônicos de hepatite, 40% dos casos de cirrose e é a primeira causa de transplantes de fígado no mundo. Desde 2007, mais de 4,5 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença no Paraná. Segundo a Organização Mundial de Saúde, os casos de hepatite C crescem cinco vezes mais em relação aos de aids e a forma de contágio das duas doenças são semelhantes. Não existe vacina contra a hepatite C.
REDE – A rede de assistência ao paciente crônico com hepatite está em construção no Paraná. Já são 40 serviços ambulatoriais para acompanhamento desses pacientes em todo o Estado. A Secretaria está investindo principalmente em regiões que ainda não têm serviços estruturados, como Telêmaco Borba e Guarapuava.
Da infecção até as formas mais graves da hepatite C pode levar de 20 a 30 anos, sem ao menos a pessoa manifestar qualquer tipo de sintoma. Esse perfil silencioso da doença dificulta seu diagnóstico precoce e quando identificada, muitas vezes a única solução seria o transplante de fígado.
A alternativa mais viável para a detecção das hepatites virais B e C é o teste rápido disponível nos 35 centros de Testagem e Aconselhamento do Estado. A intenção da Secretaria da Saúde é ampliar o acesso a esses testes e ofertá-los também nas unidades básicas de saúde. “O teste rápido leva apenas 20 minutos e dá um pré-diagnóstico da doença. Caso o resultado seja positivo, o paciente é encaminhado para fazer exames complementares para, posteriormente, tratar adequadamente a doença”, ressaltou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
MEDICAMENTOS – Integrantes da classe de inibidores de protease, o boceprevir e o telaprevir têm taxa de eficácia de 80%, duas vezes maior do que os medicamentos ofertados pela rede pública - o interferon peguilato (injetável) e a ribavirina (via oral).
O novo tratamento deve ser administrado por até 48 semanas e será destinado inicialmente a cerca de 5,5 mil pessoas. “São pacientes que já desenvolveram cirrose ou fibrose avançada e têm maior risco de agravamento e morte por causa da doença”, explicou o coordenador estadual do Programa de Controle das Hepatites Virais, Renato Lopes.
Da AE Notícias
SAÚDE
Seminário apresenta novos medicamentos para o tratamento da hepatite C
Os medicamentos boceprevir e telaprevir, considerados os mais modernos para tratamento da hepatite C, estarão pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do próximo ano. Para apresentar as novas opções para acompanhamento dos pacientes, a Sociedade Paranaense de Hepatologia, em parceria com a Secretaria da Saúde, promoveu nesta sexta-feira (19) seminário para 200 médicos, enfermeiros e técnicos dos serviços da rede pública de saúde.
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