“No Brasil, a espécie mais comum nos acidentes é a jararaca, em função da quantidade e variedade de espécies que o país tem. Em segundo lugar vem a cascavel. A jararaca causa mais acidentes, mas é a que menos mata, apesar de deixar sequelas às vezes graves. A cascavel, apesar de causar poucos acidentes, é a que mais mata”, destaca o biólogo e diretor do Museu Biológico do Instituto Butantan, Giuseppe Puorto. As mortes causadas pela cascavel ocorrem, segundo ele, em função do tipo de ação do veneno, que pode provocar insuficiência renal aguda.
De acordo com o Butantan, em caso de picadas de cobras deve-se, em primeiro lugar, manter a calma, lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão, dar bastante água à vítima para manter a hidratação e procurar o serviço médico o quanto antes. Se possível, deve-se manter erguida a parte atingida.
“Em hipótese alguma, por mais que seja prática comum, deve-se amarrar, cortar, sugar ou colocar qualquer outro tipo de produto sobre o local do acidente, ou beber qualquer outro líquido que não seja água”, diz o biólogo. Também não se deve tentar tocar no animal sem a ajuda de uma pessoa qualificada.
Quanto à ferroada de escorpião, a primeira medida a ser adotada é colocar compressas de água morna sobre a ferida. O procedimento ajuda a aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas, é importante não mexer no ferimento e procurar atendimento médico imediatamente.
Para evitar os acidentes, o Butantan recomenda manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico; aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas; vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e ralos de chão com tela ou válvula apropriada.
Também é recomendável colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto de escorpiões; examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las; andar sempre calçado e usar luvas de couro ao trabalhar com material de construção e lenha.
Da Agência Brasil
GERAL
Acidentes com animais peçonhentos aumentam 30% no período de chuvas
Os acidentes com animais peçonhentos aumentam 30% no período de calor e chuvas, principalmente de dezembro a março. Os dados, do Instituto Butantan, mostram ainda que entre os acidentes mais comuns estão as picadas de serpentes (principalmente da jararaca) e de escorpiões.
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