Ele ainda desafiou que se existir alguém que consiga estes resultados, ele coloca o seu cargo a disposição. “É uma ilusão achar que todos os problemas da saúde serão resolvidos a curto e médio prazo. Os problemas não serão resolvidos somente com a contratação de médicos ou reformas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A situação da saúde em Toledo é algo complexo”.
Com relação a estrutura das UBS, o Conselho Municipal de Saúde – em anos anteriores – fez diversas denúncias, solicitando melhorias nas instalações e a contratação de profissionais. Contudo pouco foi feito. Simionato disse que é fato a necessidade de readequar as estruturas das UBS. Ele reafirmou a existência dos problemas físicos nas unidades, porém acredita que interditá-las não pode ser uma solução. “As reformas, ampliações e construções de UBS irão acontecer de forma planejada”.
Outro fator citado pelo secretário é que além de sanar os problemas estruturais é preciso desenvolver atividades com os servidores. Para isso, ele lembrou que o Departamento de Gestão em Saúde promoveu a oficina “Planejamento e Gestão”, a qual reuniu funcionários da saúde (agentes comunitários de saúde, técnicos em enfermagem, enfermeiros, auxiliares de serviços gerais, médicos, entre outros), de acordo com as equipes das unidades de saúde municipais. “O encontro discutiu com os servidores do Sistema Único de Saúde (SUS), o referencial teórico para as ações a serem realizadas no âmbito da gestão e do planejamento da secretaria”.
No encontro também foi apresentada uma proposta de trabalho para cada uma das temáticas “Planejamento Estratégico, Monitoramento e Avaliação em Saúde”, “Instrumentos de Gestão”, “APSUS” e “Educação Permanente em Saúde”.
Na sequência, foi realizado, em cada unidade básica de saúde e outros setores, o Monitoramento e Avaliação das Ações em Saúde de 2012 em conjunto com a 4ª Oficina do Programa de Qualificação da Atenção Primária à Saúde – APSUS.
Simionato enfatizou que o desafio da Secretaria é envolver os servidores e a sociedade por meio do conselho da saúde para auxiliar no processo. “As mudanças serão realizadas com cautela e, principalmente planejamento. A equipe esteve reunida antes de janeiro para reestruturar o organograma dos profissionais da Secretaria visando desenvolver as ações com eficiência”.
A Secretaria de Saúde também promoveu reuniões antes do início do mandato para definir estratégias; reposição de materiais essenciais ao desempenho do trabalho de rotina; reparos em estruturas físicas com problemas, entre outros.
Segundo Simionato, a equipe ainda pretende retomar e ampliar o projeto de medicamentos fitoterápicos; ampliação do projeto de prevenção de acidentes de trânsito; saúde bucal; implantação de novos projetos das DANIS; implantação do NASF; internação domiciliar; mobilização social.
Medicamentos
Na reunião do Conselho, o secretário lembrou que no dia 30 de novembro do ano passado equipe de transição solicitou a administração anterior a realização de uma licitação para compra de 343 itens de medicamentos. Contudo, devido a burocracia do órgão público, próximo a 150 itens deu deserto ou frustrado. “Por ex. Um comprimido que custa R$ 0,20 cada, no edital foi lançado por R$ 0,10. Com estes tipos de valores nenhum empresário quis participar de algumas licitações”.
Simionato relata que neste ano houve uma nova licitação para a compra de medicamentos, mas ainda faltam cinco tipos.
Dengue
Outro tema abordado na reunião com os conselheiros foi a organização de um mutirão de combate a dengue. O secretário, Edson, informou que até o momento foram recolhidas cerca de 350 toneladas de materiais que poderiam servir como criadouros do mosquito da dengue.
SAÚDE
Secretário apresenta diagnóstico da saúde em Toledo. Ações começam a ser desenvolvidas pela atual gestão
O secretário de saúde, Edson Simionato, apresentou o diagnóstico da realidade encontrada pela atual administração no primeiro mês e algumas ações realizadas pela Secretaria neste período durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde. Simionato afirmou que em janeiro muitos profissionais estavam em férias, o que dificultou as escala dos médicos nos Núcleos Integrados de Saúde (NIS). “Conversamos com profissionais que estavam desmotivados; as estruturas físicas deficientes; falta de recursos humanos; escassez de materiais (remédios); alto índice de infestação do mosquito da dengue Aedes Aegypti devido a falta de agentes de endemias; infiltrações e goteiras nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) recém inauguradas ou reformadas entre outros fatores”. O secretário questionou os conselheiros se existe algum tipo de ‘milagre’ que resolva todas estas e outras problemáticas da saúde em menos de 60 dias?
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