No Paraná, o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, a Associação Médica do Paraná e o Conselho Regional de Medicina reunidas na Comissão Estadual de Honorários Médicas, estão organizando as manifestações e orientando os médicos sobre como proceder para evitar prejuízo para seus pacientes. Em Toledo, o presidente da Associação Médica, Claudio Hayashi, informou que a classe estará toda mobilizada na cidade e que as clínicas permanecerão fechadas neste dia, mas os casos de emergência serão atendidos nos hospitais. “A paralisação tem que servir de alerta para a população e os gestores públicos, porque nos queremos respeito”, argumentou Hayashi.
SAÚDE
Médicos ameaçam descredenciamento de planos de saúde
Os médicos de Toledo se reúnem nesta noite para organizar o protesto que vai ser realizado no próximo dia 7 abril quando irá acontecer o Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde, na mesma data que é comemorado o Dia Mundial da Saúde. A mobilização foi definida pelas entidades médicas nacionais (AMB, CFM e FENAM), em plenária com a participação de inúmeras entidades, conselhos, sindicatos, associações e sociedades de especialidades.
Nesse dia, os médicos não realizarão consultas e outros procedimentos. Os pacietnes previamente agendados serão atendidos em nova data. Todos os casos de urgência e emergência receberão a devida assistência.
Os 160 mil médicos brasileiros que atuam na saúde suplementar irão protestar contra os reajustes irrisórios dos honorários, muito abaixo da inflação nos últimos dez anos. O presidente da Associação Médica de Toledo informou que pelos convênios o valor da consulta paga é de 40 a 50 reais, já pelo Sistema Único de Saúde (SUS) os valores são de 3 a 20 reais a consulta. Claudio disse ainda que é impossível manter qualidade no atendimento com esse desrespeito aos profissionais.
O comunicado organizado pela categoria queixa-se na interferência dos planos em seu trabalho: “Vamos também denunciar a interferência dos planos de saúde na autonomia do médico e exigir das operadoras e da ANS a regularização dos contratos, que não têm cláusulas de periodicidade e critérios de reajustes, contrariando a regulamentação existente”.
No Paraná, o Simepar (Sindicato dos Médicos do Paraná) está à frente da m o b i l i z a ç ã o. “As operadoras corrigem o valor dos planos de saúde, onerando os usuários, mas aqueles que prestam serviço não têm contrapartida. Os médicos têm feito jornada em excesso para c o n s e g u i r manter seus consultórios. Estamos convocando os profissionais a aderirem à paralisação. O descredenciamento efetivo dos planos de saúde pode acontecer caso esses valores não sejam reajustados”, alerta o presidente do Simepar, Mario Antônio Ferri. O presidente da Associação Médico de Toledo reforçou a fala do presidente do Sindicato. Ele afirmou que se não houver uma negociação e diálogo com a categoria pode haver um processo de descredenciamento de grande parte dos médicos. “Os descredenciamentos vão começar a acontecer, a paralisação é um alerta e é preciso que a população saiba de que não é o médico que quer sair e ganhar mais, queremos apenas o respeito e o que ganhávamos a dez anos”, destacou Claudio.
Por Rosselane Giordani
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