Um indicativo desta realidade é abertura cada vez mais crescente de vagas para trabalhadores rurais abertas nas Agências de Trabalhador. De acordo com Jozimar Polasso, gerente da agência de Toledo, em 2010 foram abertas 62 vagas para trabalhadores rurais, sendo que foram encaminhados 259, mas somente 10 foram colocados em propriedades rurais. Polasso explica que há definido um perfil desse trabalhador e que é essa é grande dificuldade, encontrar pessoas que se adéqüem aquilo que as propriedades rurais necessitam, bem como que os candidatos se sintam atraídos a morar em propriedades rurais. Ele informa que essa demanda vem crescendo paulatinamente, entretanto, é muito difícil suprir a necessidade de profissionais para a área rural. “Temos observado que o número de vagas vem crescendo mês a mês para trabalhadores rurais. O número de colocações é baixo de colocações para suprir a demanda”, diz Polasso. Ele relata ainda que um dos problemas que interfere na colocação é o fato de que os candidatos muitas vezes não se adéquam ao que a expectativa do empregador, como por exemplo experiência na atividade rural. Ele cita ocaso do segmento da avicultura, no qual é preciso um mínimo de preparo para administrar uma granja, no caso de um erro uma produção inteira pode ser comprometida.
Agricultura familiar enfrenta o drama da sucessão nas propriedades; Sine oferta vagas que não são preenchidas na maioria das vezes
No Paraná, a agricultura familiar representa mais de 302 mil estabelecimentos rurais e 81,63% das propriedades agropecuárias. Em uma área de apenas 27,8% do total de estabelecimentos existentes, a agricultura familiar responde pelo emprego de 70% da mão-de-obra ocupada na agricultura e por 43% do Valor Bruto da Produção (VBP), que indicador de geração de renda e incremento à economia do estado. Diante deste cenário que evidencia a importância da atividade, uma questão vem se acentuando no círculo dos debates do setor: a sucessão nas propriedades rurais. Estudos acadêmicos e das próprias entidades de classe como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF-Sul) já indicam que a problemática vem se acentuando e que muitas famílias vêm seus filhos migrando para as cidades e abrindo mão da continuidade da atividade familiar.
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