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EMPREENDEDORISMO

Cenário econômico e perspectivas para empreendedorismo são debatidos no Summit Sebrae

Formato interativo oportunizou público opinar sobre economia, mercado e tendências para negócios

10/10/2019 - 17:45


  • Sum

    Painel com Luis Artur Nogueira, Jefferson Nogaroli, Vitor Roberto Tioqueta, Ana Amélia Filizola/ Crédito: Inove

Abrindo a programação do segundo dia do Summit Sebrae 2019, o jornalista e economista Luís Artur Nogueira, despertou a atenção dos participantes. Marcada pela interatividade, a palestra abordou as “Perspectivas e Tendências econômicas que impactam os negócios” com um plus: enquetes instantâneas, cujos resultados não só mensuravam as dúvidas da plateia, como também revelavam as opiniões dos participantes acerca de temas como ambiente de negócios, política e economia.

“Qual a sua expectativa sobre o desempenho econômico do atual governo?”. Foi com esse questionamento, que Luís abriu as discussões. De acordo com a votação da plateia, 67% acreditam em crescimento médio anual de pelo menos 2%. Segundo Luís, a projeção não está distante da realidade. O problema, no entanto, mora nas mudanças de cenário em nível global.

“O Fundo Monetário Internacional previa para 2019 um crescimento mundial de, em média, 4%. Revisou para 3,3% e, na última projeção, indicou 2,9%. O motivo desse encolhimento é diverso, mas gira em torno, principalmente, da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Para atrapalhar ainda mais, temos um vizinho em crise: no ano passado, de cada 10 carros que o Brasil vendia para o mundo inteiro, 8 eram para a Argentina. Hoje, com a crise, pararam não só de comprar carros, mas outros produtos do Brasil”, completou.

A partir de um breve panorama da economia mundial, Luís focou no Brasil: o que o empresário pode esperar para os próximos anos? Para ele, a fórmula do crescimento diz respeito ao aumento de oferta de produtos para exportação, abertura para agenda econômica nacional e simplificação tributária.

“Fazer negócios no Brasil não é para amadores. O País vive em cenário de instabilidades, mas o brasileiro já está acostumado com as turbulências. Por isso, o sucesso depende de uma boa agenda econômica. Aos poucos, vemos isso acontecendo”, reforçou Nogueira.

Diante disso, o jornalista deu algumas pílulas de otimismo para o público. Segundo ele, as projeções indicam que a partir da agenda reformista do País, há possibilidade de crescimento entre 2 e 3% ao ano. Além disso, os juros tendem a cair, o dólar, a se manter estável e o desemprego está, aos poucos, diminuindo. O risco, no entanto, envolve o aspecto global: as crises entre Estados Unidos e China, a instabilidade de países como Coreia do Norte e os conflitos no Oriente Médio podem interferir no cenário mundial.

“A maioria aqui ou já é empreendedor ou está querendo empreender e é com essa convicção que eu queria deixar a mensagem pra vocês: o Brasil está pronto para um novo ciclo de retomada do crescimento econômico. Vocês estão preparados e vão ser os protagonistas, basta que acreditem e entendam: qual o melhor momento ou para ampliar o negócio ou para começar a empreender?”, questionou.

Para responder tal questionamento, a palestra foi seguida de um painel com a presença da vice-presidente do GRPCOM e diretora da Unidade de Jornais, Ana Amélia Filizola; do presidente do Conselho de Administração do Sicoob Sul, Jefferson Nogaroli; do diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, além do jornalista e economista, Luís Artur Nogueira.

Para Luís, se não é o momento de investir e expandir, é a hora certa para analisar o mercado. “A decisão racional tem como premissa de que para investir, é preciso enxergar um cenário promissor à frente. Não estamos com um céu de brigadeiro – a visibilidade não é clara. Mas, se vermos as oportunidades que o Brasil tem e acreditarmos que os problemas existentes não vão paralisar o País, entendemos que é o momento. É hora de avaliar e estudar bem o mercado, principalmente no que diz respeito às micro e pequenas empresas”, indicou.

Luis Artur Nogueira/ Crédito: Inove

Jefferson Nogarolli, por sua vez, reforçou a necessidade de mudanças urgentes no mercado financeiro do País. “Nós vivemos em um oligopólio financeiro. Os juros não caem porque cinco grandes bancos têm 85% do crédito e dos depósitos na mão. A melhoria só vai acontecer quando o sistema de cooperativo ganhar mais de 10% do mercado. O que nós temos que fazer é aumentar a competitividade do setor financeiro”, incentivou.

Sobre a sobrevivência e permanência no mercado diante das mudanças no perfil de clientes, relacionamento e consumo, Ana Filizola, que conduziu a transformação do jornal Gazeta do Povo, foi categórica: é preciso aceitar a possibilidade de se reinventar.

“Ao acordar, antes mesmo de dar bom dia para o marido ou para a esposa, ele já olhava o celular para ver as notícias. Precisávamos acompanhar essa mudança de comportamento. É isso que eu indico: olhem para o seu público. A digitalização mudou muita coisa, mas o ser humano continua com as mesmas necessidades. Tenham capacidade de se reinventar e sensibilidade para compreender o que o mercado precisa”, aconselhou.

Nos dois dias de Summit Sebrae 2019, mais de 1,5 mil empreendedores estão reunidos para criar conexões, fazer networking e expandir a rede de negócios, na ExpoUnimed, em Curitiba. Na programação, estão nomes como Luis Justo, CEO do Rock In Rio; Gustavo Ziller, apresentador do Canal Off; Arthur Debert, fundador e CEO da Loggi, entre outros. No local, também ocorrem pitches, exposição de startups e reuniões de negócios entre os participantes.