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SAÚDE

Prati-Donaduzzi registrou 41 casos de Covid-19, destes 29 já estão recuperados

A maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil atua para evitar casos da doença nas fábricas e dá exemplo de transparência

02/07/2020 - 12:05
Por Redação


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No Boletim epidemiológico abaixo, na primeira linha, em roxo, informa:  Confirmados, 41 e Recuperados, 29. Os dados se referem aos casos de Covid-19, no complexo do grupo Prati-Donaduzzi. Com mais de quatro mil colaboradores diretos, a Farmacêutica é a maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil. É também a segunda maior indústria de Toledo, oeste do Paraná.

Uma imagem contendo screenshot, texto

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Na segunda linha do boletim, em verde água, aparece o panorama do município de pouco mais de 130 mil habitantes. São 1.280 casos confirmados, 42 pessoas hospitalizadas, destas 23 em Unidades de Terapia Intensiva e 19 em enfermarias. 453 pessoas se recuperaram, enquanto 16 morreram vítimas da Covid-19. Os dados são referentes ao dia 30 de Junho.

Homem de terno e gravata

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Mas porque o boletim epidemiológico de uma indústria se tornou público? A resposta, segundo os dirigentes da Prati-Donaduzzi, é a necessidade de dar um bom exemplo a outras empresas e indústrias. Em uma coletiva online, o Diretor Presidente do Grupo Prati-Donaduzzi, Eder Maffissoni, disse que mais de 150 protocolos internos foram adotados para proteger os colaboradores e suas famílias.

 

Para isso, logo no início da Pandemia a indústria criou um comitê multidisciplinar responsável pela tomada de decisões. “A Prati importa muita matéria-prima, então temos muitos colaboradores que todos os meses viajam para Europa, Estados Unidos, China, Índia... Então já no começo de Janeiro a gente suspendeu todas as viagens internacionais. Também foram suspensas viagens nacionais e agendas com fornecedores”, explicou o diretor de Recursos Humanos, Diones Wolfart.

No mês de março, a indústria passou a recomendar que os colaboradores também evitassem viagens privadas e restringiu a visita de terceiros.  “Nossos colaboradores estavam muito inseguros com tudo isso, no mês de março [quando a Pandemia foi declarada pela OMS] então nós instalamos um contêiner, com atendimento médico disponível para todos que tenham sintomas de gripe em horário de trabalho nos três turnos”, explicou ele ao destacar que no dia 13 de março, 200 colaboradores do grupo de risco foram afastados.

Raul Dias, médico do trabalho, na Prati-Donaduzzi há quase 15 anos lembra que o cenário mudou.  “A gente sabe que o vírus está circulando na cidade. Realidade que não existia em março e abril. É uma transmissão comunitária e aqui na empresa, como temos muitos funcionários, temos que evitar que eles entrem na empresa com sintomas”. 

A partir do começo de Junho, quando a indústria conseguiu fazer a aquisição dos testes, 100% dos colaboradores sintomáticos afastados para isolamento, passaram a ser testados no décimo dia. O cumprimento do isolamento é monitorado via contato diário por WhatsApp.

O teste da Susamar Wagner deu positivo. Ela ficou sete dias internada. “A minha vida mudou. Eu hoje mudei totalmente o meu pensamento, porque quando você vê a morte de perto, não tem como você não mudar, não ser diferente. Foram os sete dias mais difíceis da minha vida”.

Atualmente, um colaborador que é infectado pela Covid-19 só retorna ao trabalho se estiver assintomático, por 72 horas, do 15º dia em diante.

Produção - Hoje a indústria mantém a produção de medicamentos, com sanitização dos espaços, sistema que renova o ar dos ambientes, disponibilização de álcool gel e uso obrigatório de máscaras por todos os colaboradores. Houve a distribuição de turnos, redução de carga horária em algumas áreas e teletrabalho para outras.

A justificativa para não parar a produção é simples. “Somos o maior produtor de genéricos do Brasil. Poucos sabem, mas somos o maior produtor de azitromicina no país, onde fornecemos hoje para aproximadamente 35 mil unidades básicas de saúde e 55 mil farmácias no Brasil”.

No combate ao novo coronavírus pelo Exército Brasileiro, em uma Aldeia de Roraima, os medicamentos são em parte produzidos em Toledo, pelo Prati-Donaduzzi. “Produzimos vários medicamentos hoje que são usados no combate primário a Covid-19. Azitromicina, dipirona, paretamol, ibuprofeno, amoxicilina, amoxicilina com clavulanato são produtos de primeira necessidade nesse momento de Pandemia. Na maioria deles estamos entre líderes e vice-lideres no volume de produção no Brasil. Sem contar os medicamentos que tratam as comorbidades”, destacou o Diretor Presidente do Grupo Prati-Donaduzzi, Eder Maffissoni.

Matéria-prima  - A Prati-Donaduzzi recebe matéria-prima de diversos os locais do mundo, via marítima ou aérea. Esses materiais são trazidos do Porto de Paranaguá por transportadoras terceiras. De acordo com o diretor de Recursos Humanos, Diones Wolfart, como esses caminhões não são baldeados antes de entrar na empresa, o fluxo foi adequado. “O motorista fica do lado de dentro do caminhão com as portas abertas enquanto aguarda a descarga. Ele tem um banheiro químico a disposição para não ter necessidade de entrar na empresa e ter contato com os nossos colaboradores”. Todos os caminhões são higienizados.