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Pesquisa aponta principais indicadores do mercado imobiliário em Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo

Estudo encomendado pelo Sebrae Paraná e parceiros tem dados específicos sobre padrão de comportamento e mercado imobiliário nas principais cidades da região
14/04/2022 - 16:11
Por Assessoria


Com o objetivo de entender quais são as principais demandas do consumidor quando o assunto é mercado imobiliário, o Sebrae Paraná, em parceria com o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil Oeste do Paraná) e o Secovi (Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná), encomendou um estudo acerca das três principais cidades da região oeste paranaense: Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo. 

A pesquisa desenvolvida pela Brain Inteligência Corporativa, entrevistou mais de 400 pessoas residentes dos três municípios, com idade a partir de 25 anos, além de levar em consideração aspectos socioeconômicos de 2021 e as perspectivas para 2022. Segundo o coordenador do estudo, Marcos Kathalian, os resultados comprovaram algumas especulações dos empresários do setor e é essencial para balizar as próximas estratégias do segmento.  

“Por conta da pandemia, não tínhamos atualizado essa pesquisa, que já é realizada há cerca de cinco anos na região. Agora, trazendo os resultados no primeiro semestre de 2022, conseguimos fornecer para os empresários dados importantes sobre demanda, comportamento e, principalmente, sobre o que mudou nos interesses do consumidor”, indica o consultor. 

Nas três cidades pesquisadas, o estudo indicou um crescimento significativo da oferta de loteamentos. Porém, alguns pontos específicos foram vistos nos municípios. 

“Em Cascavel, além dos loteamentos, encontramos uma grande diversificação no padrão dos empreendimentos, que vão desde os mais econômicos até os mais luxuosos. Identificamos também que o volume comercializado em 2021 foi o mais expressivo desde que iniciamos as análises na cidade e que Cascavel tem a perspectiva de compra alinhada com a média nacional”, pontua. 

Sobre Toledo, a pesquisa indicou que, das três analisadas, essa foi a cidade que teve o maior índice de crescimento demográfico e, diante disso, aumentou também a oferta de loteamentos e empreendimentos verticais. 

“No entanto, ainda há baixo estoque. Percebemos que o ritmo acelerado de crescimento demográfico não está sendo acompanhado pelo mercado imobiliário, o que significa que ainda tem muito a ser explorado devido ao potencial ainda não atendido no segmento habitacional”, pondera. 

Sobre Foz do Iguaçu, a pesquisa revelou uma realidade já observada na prática: por conta da pandemia e da crise gerada no turismo e na economia, a cidade sofreu com uma espécie de “retração imobiliária”. 

“O impacto foi grande e, por isso, não observamos grandes aumentos no mercado. Por outro lado, foi a cidade que mais lançou projetos inovadores e centros comerciais diferenciados, gerando uma demanda de potenciais investidores que ainda não foram totalmente alcançados. Portanto, diante da retomada das principais atividades econômicas em Foz, poderemos ter um ritmo de recuperação bem rápido”, conclui. 

Outros dados
Dado o período de realização da pesquisa, os números trazidos refletem de forma mais precisa as mudanças de comportamento impulsionadas pela pandemia. Nesse sentido, o estudo indica que as pessoas que estão pensando em investir em imóveis para morar estão procurando mais conforto, espaço e comodidade. 

“Sabíamos que haveria mudanças, mas não imaginávamos que seria tão rápido. A pesquisa indicou que já temos um aumento significativo na procura por apartamentos ou casas com pelo menos dois quartos e garagem ampla. Além disso, também observamos uma busca maior por imóveis com piscina, churrasqueira ou sobra de terreno para futuras melhorias. São informações valiosas que poderão mudar os rumos de investimentos e projetos na região”, destaca o consultor do Sebrae Paraná, Edson Braga. 

Dessa forma, de acordo com o empresário e diretor do Sinduscon, Sergio Casaroto, fica mais fácil prever o que pode, ou não, ser mais viável em termos de investimento e construção. 

“Imaginávamos que com a nova forma de as pessoas se relacionarem com transportes e aplicativos, a demanda por uma segunda vaga de garagem iria diminuir, mas não foi isso que aconteceu. Da mesma forma, julgávamos ser importante a existência de um espaço para escritório dentro de casa ou coworking em apartamentos e isso não se comprovou”, destaca Sergio. 

A empresária e vice-presidente do Secovi, Fátima Botelho, concorda. Para ela, com esses dados em mãos, agora o próximo passo é munir os empresários e corretores com informações atualizadas e ajudar os consumidores a encontrarem o que realmente procuram. 

“Com essa pesquisa, queremos informar associados, imobiliárias e corretoras de Cascavel e região o que o mercado está pedindo. Afinal, enquanto corretores, nosso produto não é só imóvel, é informação também. Por isso, a pesquisa é importante: ela nos dá caminhos para que possamos ajudar ainda mais o nosso cliente”, conclui Fátima. 

O compilado quantitativo e qualitativo das pesquisas de Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo estão sendo disponibilizados diretamente pelo Secovi e Sinduscon. Para saber mais, basta entrar em contato pelo e-mail esilva@pr.sebrae.com.br.