A decisão segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que considerou insuficiente a proposta dos bancos de reajuste de apenas 7,8% sobre os salários, a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e as demais verbas (vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio creche/baba, dentre outras). O índice representa somente 0,37% de aumento real.
"Os bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, mas fizeram uma proposta com ganho real muito pequeno, não tem valorização do piso, nem elevação da PLR, desrespeitando quem produziu esses resultados gigantescos. Além disso, eles nada ofereceram para gerar empregos e acabar com a rotatividade, muito menos para melhorar efetivamente as condições de saúde, segurança e trabalho", avalia o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.
Uma nova negociação ocorre com a Fenaban nesta sexta-feira (23), às 14h, em São Paulo. Na próxima segunda-feira (26), novas assembleias serão realizadas pelos sindicatos em todo país para avaliar o resultado da nova rodada e organizar a greve.
"Esperamos que os bancos apresentem uma proposta decente para valorizar os trabalhadores, distribuir renda, melhorar o atendimento aos clientes e assumir um compromisso com o Brasil e os brasileiros", defende Carlos Cordeiro. "Caso contrário, a resposta dos bancários virá, com toda a certeza, na forma de uma greve nacional ainda mais forte do que a que realizamos no ano passado. Estamos preparados para a mobilização e não vamos aceitar uma proposta que não caminhe na direção do emprego decente para a categoria", aponta.
Os bancários querem reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), maior participação nos lucros, valorização do piso, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações.
Da Assessoria
GERAL
Bancários dizem não à Fenabam e vão a greve a partir do dia 27
Os bancários paranaenses das bases sindicais de Toledo, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí, Guarapuava, Arapoti, Apucarana, Londrina e Curitiba, de Todas as capitais e demais sindicatos de bancários filiados à CONTRAF-CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, reunidos em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (22), rejeitaram a proposta da Fenaban e aprovaram a deflagração de greve nacional a partir da próxima terça-feira (27). As assembleias ocorreram em todo o país para definir os rumos do movimento.
Mais lidas
- 1Em Toledo, 1200 mulheres vivem sob medida protetiva de urgência! Mulheres clamam pelo fim da violência!
- 2Graduação segue como principal caminho para ascensão social e financeira no Brasil
- 3Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS
- 4Programa Empreende Toledo será lançado dia 27
- 5Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI
Últimas notícias
- 1“Venha pedalar com a gente!”: 1º Ciclo Tour Smel está com inscrições abertas
- 2SMM ministra palestras sobre violência contra a mulher para adolescentes
- 3Cesta básica sobe pelo segundo mês consecutivo em Toledo
- 4Saúde apresenta projeto piloto e aproxima serviços no Jardim Maracanã
- 5Sicredi chega a 10 milhões de associados em todo o Brasil



