O doutor enfatizou que a mídia, com mensagens de consumo, derruba valores aprendidos na infância e o sujeito passa a valorizar o ter e não o ser. “Os anúncios associam felicidade e bem-estar ao consumo de bebidas alcoólicas, gerando pobreza moral e cultural, desejo material, individualismo exacerbado, criminalidade, uso de drogas ilícitas, desigualdades sociais, corrupção e baixa qualidade na educação”.
O professor também apresentou a edição da Revista Veja ‘Eles precisam morrer? – Como as drogas estão matando os jovens e o que os pais podem fazer’, alertando para a importância do diálogo, de saber externar amor, carinho, compreensão, saudade. “Não é a miséria material que empurra para o vício, mas a existencial e afetiva, pois quando se tem valores estabelecidos na família não dá errado”, afirma.
Segundo dados, no Brasil, a cada dois minutos uma mulher sofre violência e 78% dos casos têm relação com o consumo de álcool: “O que adianta a lei proteger se a mulher não está protegida em casa”. Também frisou que a maconha é o portal de entrada para outras drogas, como a cocaína, e que o consumo é potencializado pelo álcool, acarretando o vício físico e psicológico.
“O uso de droga é crime no Brasil”, lembrou, explicando ainda que o consumo causa a síndrome emotivacional (perda da memória recente, da motivação, irritabilidade anormal, hostilidade, mudanças de humor) e efeitos sexuais. “Após um ano de uso causa pânico, paranóia, depressão, tendência suicida”, colocou.
Além da palestra, a equipe convidou ‘Rodrigão’, integrante do movimento de casais Lareira, para dar seu depoimento. “Tenho 17 anos e 11 dias de vida”, disse, lembrando o dia em que foi liberto do vício. A infância não foi fácil. Ele conta que saber da prostituição da mãe despertou sentimentos como raiva e nojo, sem entender que era para o sustento dos filhos. Aos 13 anos teve contato com o álcool e foi apresentado à maconha. “Na droga encontrei paz, amor, fuga para a miséria e fome”, disse. “Quando minha mãe descobriu quis dar lição de moral, mas que moral ela tinha?”, emendou.
Acompanhado da esposa, falou do sentimento de culpa pela morte de sua primeira filha, logo após o nascimento. Falou das perdas materiais e de amigos: “Perdi tudo, só não perdi a família porque Deus me deu uma esposa estruturada”. Emocionado, aconselhou: “Ao chegar em sua casa dê um abraço nos seus filhos e declare o seu amor. Seja o melhor amigo deles”.
Também relatou como conheceu a cocaína, destacando que foram os piores momentos da sua vida: “Vi a morte de perto e foi a primeira vez que procurei o Senhor e Ele colocou um casal na minha vida, foi quando, aos 33 anos, tive uma grande oportunidade, morri usando drogas”. Para encerrar citou uma das frases que hoje estampa em camisetas: “Se um dia estiver na pior, não procure drogas, procure Cristo, pois ele é o melhor entorpecente. Esse sim dá liga”.
Da Assessoria
GERAL
Cascavel: Colaboradores assistem à palestra sobre drogas
A Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da Universidade Paranaense – Unipar promoveu momento de reflexão entre colaboradores da Unidade de Cascavel. O professor doutor Antônio Brandão ministrou palestra sobre drogas. No discurso, ressaltou que além de moradores de rua, vítimas do abandono e descaso social, há outra categoria de usuários, jovens que tiveram condições sociais privilegiadas.
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