Assim como já tornado público, Toledo fecha o ciclo de contagem com mais de 119 mil habitantes. A estimativa era de 116 mil. Apesar de não alterar os valores de recebimento de recursos públicos como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a cidade deve se consagrar com um crescimento demográfico mais expressivo de todo o estado desde o último censo. Em 10 anos o acréscimo populacional foi de 20% o que deixa a cidade com a 12ª colocação entre as mais populosas do Paraná.
GERAL
Toledo: População cresce 20% em 10 anos e município está envelhecendo, aponta IBGE
Toledo é uma cidade que está envelhecendo e se os níveis de taxa de fecundidade se mantiverem como estão ou diminuírem mais, o município terá um número muito expressivo de pessoas com 65 anos ou mais em 2020 comparado ao número de crianças. Estas são alguns dos dados adiantados pelo chefe do IBGE do Paraná, Sinval Dias Santos, durante visita nesta sexta-feira. Ele veio à cidade para falar com a administração pública municipal sobre os dados do maior Censo Demográfico já realizado no país, onde os números oficiais serão divulgados na próxima segunda-feira às 14h30.
Este crescimento populacional não está ligado apenas ao número de nascimento, Talvez este seja um dos fatores que contribuiu mais timidamente. Uma das possíveis explicações, alertadas por Sinval, é a migração.
Outro aspecto lembrado refere-se à redução das taxas de natalidade no município. Elas estão interferindo diretamente no número de habitantes/domicilio. Em 2000 eram 3,74 pessoas por residência e agora são 3,06.
Com base nas informações preliminares, o vice-prefeito Lucio de Marchi, afirmou que o município está muito satisfeito com os dados e que não vai pedir revisão do Censo.
Foz tem redução populacional expressiva
Na regional do IBGE de Toledo ao menos dois municípios já formalizaram a intenção de recontagem. Santa Helena e Foz do Iguaçu. A situação mais delicada é a de Foz que deverá ficar com aproximadamente 75 mil habitantes menos que a projeção. Isso esclarece Sinval, pode ser justificado pelo processo de migração forçado por dois motivos. A fiscalização intensa contra o contrabando que acabou tirando muitas pessoas que vivam do mercado informal na região da fronteira e a onda de violência pela qual a cidade vinha passando na metade desta da década.
Acompanhe estas e outras informações numa entrevista completa em vídeo no site da Casa de Noticias.
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