“Acidentes com artefatos desse tipo podem resultar em sequelas graves e até em mortes. Por isso, é muito importante que as pessoas estejam informadas e atentas para este perigo”, alerta a coordenadora-geral de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta. Ela lembra que o ideal é evitar manuseá-los; mas, caso isso seja necessário, o importante é seguir sempre as instruções do fabricante: “jamais carregar bombinhas nos bolsos, nunca acender o artefato perto do rosto e sempre manter distância de outras pessoas e de instalações elétricas no momento de acender fogos de artifício”.
Outro alerta dado por Deborah Malta é não associar os fogos ao uso de bebida alcoólica. “Por serem extremamente perigosos, fogos de artifícios são proibidos para menores de 18 anos e os adultos devem evitar que as crianças estejam expostas aos riscos das explosões”, observa.
Orientações
A coordenadora do Ministério da Saúde orienta que, em caso de acidente com fogos de artifício, o ferimento deve ser lavado com água corrente. Deve-se, também, evitar tocar na área queimada e não colocar nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo ou pomadas.
A recomendação, segundo Deborah Malta, é que as pessoas feridas procurem imediatamente o serviço de saúde mais próximo da residência delas para o atendimento médico adequado. Para localizar uma unidade de referência no atendimento a queimados, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar a secretaria de saúde do estado ou do município onde residem.
Do Ministério da Saúde
SAÚDE
Fogos de artifício não devem ser tratados como brinquedos
Muito usados durante festejos, como em festas de réveillon, os fogos de artifício podem resultar em mortes ou queimaduras graves quando não manuseados adequadamente. Levantamento do Ministério da Saúde indica que, entre janeiro e outubro deste ano, cinco mortes foram registradas em decorrência de fogos de artifício. Neste mesmo período, 461 pessoas foram internadas em virtude deste tipo de acidente. E, nos últimos dez anos, mais de cem brasileiros morreram vítimas de queimaduras por fogos de artifício e quase seis mil foram internados por esse motivo.
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