O documento destaca a preocupação com municípios considerados de risco para epidemias, com índices de infestação predial (IIP) acima de 1%. De acordo com o último levantamento da secretaria, 100 municípios têm risco de epidemia e 18 deles estão em estado de alerta, com infestação predial acima de 4%.
Outro dado apontado pelo relatório diz respeito às condições de trabalho dos agentes. Neste ano, 72% dos municípios mantêm equipes com vínculo empregatício considerado estável. Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, as equipes fixas são essenciais para a continuidade das ações de combate à dengue durante todo o ano. “Isso foi possível graças ao repasse de recursos do Governo do Estado, de R$ 2,7 milhões em 2011, além de recursos próprios dos municípios para a contratação de profissionais via concurso público”, disse.
TEMPORÁRIOS – Em 2011, grande parte dos agentes era contratada em regime temporário ou de forma terceirizada, o que aumentava a rotatividade dos profissionais. “Desta forma, a capacitação dos agentes também era prejudicada, pois realizávamos o curso e, meses depois, toda a equipe era substituída”, explicou a chefe do departamento de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
A fragilidade no vínculo empregatício também possibilitava demissões em períodos críticos como o verão. Por conta da lei de responsabilidade fiscal, alguns prefeitos demitiam as equipes da dengue para conter despesas com a folha salarial municipal. “Justamente no período em que as ações deveriam ser intensificadas, o trabalho era completamente paralisado”, enfatizou Sezifredo Paz.
COMPARAÇÃO – A sala de situação da dengue também divulgou um boletim comparando os dados da doença entre os períodos epidemiológicos de 2010/2011 e 2011/2012. Desde 2011, o Paraná passou a utilizar uma nova metodologia cronológica para analisar os casos da dengue. O novo calendário leva em conta a curva epidemiológica da doença, que geralmente tem seu pico durante o verão. Com isso, os dados começam a ser analisados em agosto e são fechados em julho do ano seguinte.
Entre 2011/2012 foram registrados 2.400 casos de dengue no Estado, 92% a menos que no mesmo período entre 2010/2011, quando 28.511 casos foram confirmados. A redução também foi constatada no número de casos graves que caíram de 233 para 22. Em relação às mortes a queda foi de 93% (15 em 2010/2011 e uma em 2011/2012).
Segundo o coordenador da sala de situação da dengue, Ronaldo Trevisan, o período de 2012/2013 já começou com nove casos confirmados, sete autóctones e dois importados. Nenhuma morte foi confirmada desde o início do mês.
Confira a lista dos 18 municípios paranaense com alto risco de epidemia, de acordo com o índice de infestação predial:
Alto Piquiri
Paraíso do Norte
Mercedes
Santa Inês
Prado Ferreira
Floraí
Jaguapitã
Jussara
Califórnia
Uniflor
Itaúna do Sul
Atalaia
Santa Terezinha do Itaipu
Borrazópolis
Pérola
Assai
Tapira
São Miguel do Iguaçu
Da AE Notícias
SAÚDE
Secretaria da Saúde prepara ações para combate à dengue
A Secretaria da Saúde apresentou nesta segunda-feira (27) o relatório preliminar sobre as condições estruturais e de recursos humanos disponíveis para o combate à dengue no Paraná. O roteiro de supervisão, aplicado nos 399 municípios paranaenses entre junho e agosto, foi apresentado ao Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue durante a 16ª reunião do grupo em Curitiba.
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