A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) avaliou que a medida tem importância “histórica” e que, com ela, “o Brasil deixa o topo do ranking das energias mais caras do mundo”. O presidente da associação, Paulo Pedrosa, disse que a iniciativa deve impulsionar a recuperação da indústria, setor que tem apresentado desempenho fraco em função da crise econômica.
“A gente avalia que [a redução de custo] vai reposicionar a economia brasileira em um patamar de crescimento de 5% a 8% acima do atual até 2020. A energia tem um peso muito importante, é a base das cadeias produtivas nacionais”, declarou, citando como exemplo as indústrias de cloro e soda e de alumínio, nas quais, diz, o consumo energético corresponde, respectivamente, a 70% e 40% dos gastos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que a energia é um dos principais insumos da indústria e, com isso, a redução da tarifa ajudará a aumentar a competitividade do setor. “A decisão do governo vai alterar a estrutura de custos das empresas e pode fazer com que a energia volte a ser uma vantagem competitiva no setor produtivo.”
Os detalhes da redução da tarifa de energia serão divulgados na próxima terça-feira (11), em evento no Palácio do Planalto. A queda no preço deve passar pela diminuição ou extinção de alguns dos dez encargos setoriais cobrados atualmente, que representam cerca de 10% do custo. Na mesma ocasião, o governo também deve anunciar a renovação das concessões do setor elétrico.
Da Agência Brasil
GERAL
Indústria acredita que redução da energia vai ajudar na recuperação da atividade do setor
O anúncio da presidenta Dilma Rousseff sobre a redução de 28% na tarifa de energia para indústrias e 16,2% para consumidores residenciais é um passo em direção à diminuição do custo Brasil – conjunto de fatores que encarecem o investimento no país – e ao aumento da competitividade. A avaliação é de entidades representativas da indústria, que divulgaram notas repercutindo a decisão.
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