De acordo com balanço da Conab, das 350,3 mil toneladas de milho contratadas, restam quase 169 mil para serem embarcadas. As entregas dos lotes do produto, oriundo de Mato Grosso, estão suspensas desde o último dia 14, em função do período de férias coletivas nas transportadoras e do fechamento de balanço dos armazéns privados. A previsão do governo é que sejam retomadas a partir de 7 de janeiro.
No período de junho a dezembro, os estados que mais receberam lotes do milho foram o Ceará (41,8 mil toneladas) e o Rio Grande do Norte (33,3 mil). Em seguida aparecem o Piauí (22,1 mil), a Paraíba (20,7 mil), a Bahia (18,6 mil), Pernambuco (15 mil), Alagoas (7,5 mil), o Espírito Santo (6,7 mil), o Maranhão (6,1 mil), Minas Gerais (4,8 mil) e Sergipe (4,3 mil).
Outros estados também foram atendidos com portarias interministeriais para entrega de milho pelo Programa de Vendas em Balcão no período de seca, como o Rio Grande do Sul, que recebeu 37,7 mil das 41,3 mil toneladas contratadas, e Santa Catarina, com 44,7 mil das 49,1 mil.
Ainda segundo o balanço da Conab, desde junho, foram comercializadas 234,3 mil toneladas de milho por meio do Programa de Vendas em Balcão, tendo sido registrado apenas na Região Nordeste aumento de 51,8 mil toneladas para 219,5 mil toneladas após a decretação da emergência.
O número de clientes cadastrados no programa também aumentou, saltando de cerca de 19 mil para quase 110 mil no mesmo período.
De acordo com a Conab, as vendas com os preços vigentes no balcão especial continuarão até 28 de fevereiro, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (27). O grão para a alimentação animal na região do Semiárido, que engloba dez estados, e é a mais atingida pela estiagem, tem sido vendido pela Conab ao preço de R$ 18 por saca de 60 quilos.
Da Agência Brasil
GERAL
Conab retoma dia 7 entrega de lotes de milho do Programa Vendas em Balcão
Mais de 181 mil toneladas de milho foram destinadas ao Programa de Vendas em Balcão, desde junho, para atender a criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte da Região Nordeste, do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais. A medida minimiza os prejuízos decorrentes da seca deste ano, já que, por meio do programa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é possível comprar o produto, usado para ração animal, com preços abaixo dos de mercado. Com a falta de água e de alimentos, os pequenos agricultores vêm contabilizando perdas frequentes nos rebanhos.
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