Ferrari informa que a regional de Toledo tinha uma estimativa de produzir 1,770 milhões de toneladas de milho, com as perdas a estimativa atual caiu para 1,115 milhões de toneladas. A engenheira destaca que a produção da regional de Toledo representa 23% do total produzido no Estado, deste modo deve impactar fortemente nos resultados da safrinha. Segundo ela a estimativa do núcleo do Deral de Cascavel, onde a geada atingi menos as plantações, é de perdas de até 30%, índice este que também foi registrado no núcleo de Maringá. A quebra no Paraná está prevista em 700 mil toneladas, e a de Mato Grosso supera 1 milhão devido à seca.
PECUÁRIA
Geada afeta produção de milho safrinha no PR; Seab/Toledo já registra quebra de 37%
A produção de milho safrinha do Paraná está em xeque. O frio intenso e a situação deixada pela geada na última semana complicou ainda mais a produção das principais regiões de milho do Paraná e do sul de Mato Grosso do Sul. Analistas do Departamento de Economia Rural avaliam que a geada ocorrida na última semana se assemelha à de 2000, quando a perda foi de 60%. Segundo Jean Marie Ferrari, engenheira agrônoma do Deral/Toledo, a quebra na safrinha de milho na área compreendida pelo núcleo Seab/Toledo (20 municípios do extremo oeste) já chega a 37%.
A quebra na produção de milho preocupa porque elevará ainda mais os preços no segundo semestre, isto porque 40% da produção nacional vem da safrinha, estimada no início da safra em 22 milhões de toneladas. E a geada mexeu com os preços. O milho subiu, em média, 2% ontem. No Paraná, os preços chegaram até R$ 24 por saca. Com a alta do dólar esse valor deve subir.
Mas, não são apenas os produtores de milho que estão preocupados neste momento, mas toda a cadeia de produção de carnes, principalmente a de aves e de suínos. Em um período de preços baixos e barreiras externas às exportações, avicultores e suinocultores já sofreram o impacto entre custos e receitas. A quebra na produção brasileira do cereal deverá elevar ainda mais os preços, trazendo novos custos. O aumento de preços deverá chegar à inflação.
COLHEITA
Conforme dados de Safras & Mercado, a safrinha no Brasil atinge 8,4% colhida no Brasil até o dia 1o de julho, em uma área de 5.352 milhões de hectares. No mesmo período do ano passado, a colheita da safrinha atingia 13,4% em 4.849 milhões de hectares. O estado mais adiantado nos trabalhos é Mato Grosso, com 18% colhido em 2.053 milhões de hectares. Goiás vêm em segundo lugar, com 8% em 692 mil hectares. Já em São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Paraná, a colheita alcança 1% da área.
Por Rosselane Giordani com informações das agências
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