Participaram do evento realizado no auditório da Fasul aproximadamente 50 pessoas, entre agricultores, representantes do Sindicato Rural Patronal, Banco do Brasil e o secretário Municipal de agricultura e Abastecimento Eloir Pape.
Galassini analisou que o primeiro semestre deste ano foi bom em relação ao ano passado. Ele destacou que neste ano os associados tiveram a maior produtividade na Safra Verão (soja e milho) dos últimos tempos, lembrando que o milho safrinha e o trigo estavam tendo um bom desenvolvimento. No entanto, devido a geada registrada nos últimos dias a produção foi prejudicada. “A prejuízo no Oeste foi menor em comparação a outras regiões do Estado. Algumas lavouras estavam com o plantio atrasado e o prejuízo é 100%, outras lavouras a geada matou uma parte da produção. No geral, teremos uma boa safra no Oeste”. Ele salientou que apesar desta situação a tendência é ter um bom preço até a próxima Safra, em janeiro. “Logicamente que não é possível fazer uma previsão definitiva, porque pode mudar esta situação. Hoje, por exemplo, o milho do Mato Grosso – local não atingido pela geada - está entrando na região com o preço menor. Com relação as exportações, se o milho fosse exportado hoje daria um prejuízo de 13%. Estas questões podem interferir no preço do milho até o próximo ano, mas a tendência é de crescimento, apesar de diminuir padrão do milho”.
Produtividade
De acordo com informações do presidente da Coamo, a produtividade da Cooperativa está boa. Ele destacou as novas variedades de soja que tiveram uma alta produtividade. “Pela primeira vez em 2010/2011 atingiu-se algumas propriedades com mais de 200 sacas por alqueire. As variedades estão se alastrando para o Sul. Com o milho aconteceu uma situação semelhante. Neste ano, as maiores produtividades estão na região do Oeste, Noroeste e um pouco maior nas regiões de Santa Catarina”.
Plano Safra
Sobre a liberação dos recursos do Plano Safra apresentado pela presidente Dilma Rousseff, Galassini considera que será suficiente. “Os produtores farão a cota de safra, de produtos, entre outros. No nosso caso, em termo de Crédito Coamo, o volume já está alocado e tem recurso suficiente para seguro agrícola. É uma garantia em questão de frustração e para evitar endividamento dos cooperados”. Ele afirmou que a Cooperativa está em um crescimento constante, “porém ‘com pé no chão’, porque temos que fazer as situações bem dimensionadas. O crescimento é bastante grande e com uma participação efetiva do quadro de cooperados. Os volumes de safra são altos, apesar da queda de safrinha. Também houve um aumento no fornecimento de insumos. Os nossos produtos acabados - os alimentícios - cresceram bastante. A tendência é de bons resultados e faturamentos neste ano”.
Por Graciela Souza
PECUÁRIA
Faturamento da Coamo deve ultrapassar o valor de R$ 5 bi
Em 2010, a Coamo Agroindustrial Cooperativa fechou o ano com o faturamento de R$ 4,7 bilhões. Neste ano, a meta é ultrapassar o valor de R$ 5 bilhões. Esta informação foi apresentada pelo Presidente da Coamo, José Aroldo Galassini, nesta quarta-feira (13), na reunião de campo do semestre com os cooperados da região de Toledo. Galassini ainda apresentou aos cooperados os números do agronegócio no primeiro semestre e disse que para este ano o valor do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer aproximadamente 4,5%.
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