A secretária informou que com o apoio de uma profissional do Ministério da Saúde vai desenvolver a política nacional de humanização da atenção em saúde em Toledo, no qual alguns pressupostos devem ser implantados no Município, como a colocação em risco, o acolhimento, a gestão baseada em redes de conversa, entre outros. “São instrumentos que muda a forma de você lidar com os serviços de saúde. Todo o serviço deve acolher a demanda, mas também pode utilizar do instrumento de classificação de risco, tanto na urgência/emergência como na atenção básica”. Denise lembrou que o instrumento de classificação de risco está sendo utilizado - como experiência - no Departamento de Saúde Mental. Ela explicou que todos pacientes são acolhidos, mas a diferença é que eles são classificados. “Eles podem sair não com o atendimento realizado no dia, mas com um encaminhamento, uma orientação que significa um atendimento e acolhimento a sua necessidade”.
O instrumento de classificação de risco, de acordo com Denise, será objeto de discussão com o Poder Legislativo e a sociedade. “É uma política proposta pelo Ministério de Saúde. Hoje existem diversas publicações neste sentindo, mas a população desconhece. As pessoas devem aprender a lidar com esta nova situação e, principalmente, saberem que o serviço está organizado desta maneira”. Inicialmente, a secretária acredita que terá algumas dificuldades para implantar este sistema. “Primeiro a rejeição desta metodologia, mas depois que ela estiver em funcionamento conseguiremos colher os frutos. Tivemos pessoas fazendo 46 exames em três meses. No entanto, se há demanda o que fazer para segurá-la? Não podemos impor uma regra, mas é necessário estudar cada caso e este instrumento nos permite isso: verificar quem é esta pessoa e porque ela fez tantos exames”.
Durante a audiência, outros dados mostram que o Município de Toledo está em uma linha crescente, tanto em termos financeiros como em aquisição de recurso humano. A secretária de saúde afirmou que o aumento no número de profissionais traz melhorias no atendimento a população. No entanto, ela destacou que é preciso estar atento ao aumento dos valores na folha. “Devemos ter a preocupação de chegar com o orçamento até o final do ano garantindo os salários dos trabalhadores e os serviços prestados a comunidade. São dois fatores que influenciam no trabalho que prestamos”.
Este e outros dados foram apresentados para um público reduzido durante a Audiência Pública de Saúde. Estiveram presentes na reunião no auditório da Câmara de Vereadores, na noite de quarta-feira (27), profissionais de saúde, conselheiros, o vereador João Martins, representantes dos vereadores Ademar Dorfschmidt, Leoclides Bisognin, Adelar Holsbach e Adriano Remonti e, a comunidade.
SAÚDE
Instrumento de classificação de risco deve ser implantado em Toledo
O número de consultas médicas, no segundo trimestre do ano, foi de 42.538. Um aumento de um pouco mais de 26% em relação ao primeiro período, quando foram registradas 33.629. Este indicador foi apresentado pela secretária de saúde, Denise Liel, na audiência pública de saúde. A secretária afirmou que o Município atingiu a maioria dos indicadores, porém os resultados ainda precisam ser avaliados. Por muitas vezes, segundo Denise, existe uma demanda que não teria a necessidade de ser encaminhada a Unidade de Saúde. Ela enfatizou da necessidade de controlar este serviço.
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