Dos números comunicados à secretaria, 18 casos foram em bovinos, dois em equinos, um em mula. “O importante é que os produtores adotem medidas preventivas para que possamos combater e acompanhar esses focos”, alerta a médica veterinária Elzira Jorge Pierre, responsável pela área de raiva do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis).
Entre as medidas está a notificação dos casos aos Núcleos Regionais da secretaria e às Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (ULSAV) para que se possa acompanhar a evolução da doença nos animais. E em caso de morte, realizar a coleta do material para diagnóstico.
Os proprietários dos animais também devem informar sobre a existência de abrigos de morcegos hematófagos, que podem ser bueiros, casas abandonadas, ocos de árvores, cavernas e outros locais. “O Defis dispõe de equipes treinadas para esse trabalho. Elas são imunizadas contra a raiva antes de executar o trabalho de captura e monitoramento dos morcegos, que é uma das ações recomendadas pelo Ministério da Agricultura para o controle da doença”, diz Elzira.
Vacinação
Paralelamente a isso, o produtor deve vacinar seu rebanho contra a raiva bovina. A doença não tem cura e, uma vez contaminado, o animal morre. A doença pode ser transmitida de animais para humanos, levando-os à morte.
Nos animais de criação a vacinação é feita a partir dos três meses de idade, com reforço após 30 dias, e depois uma vez por ano. Proprietários das áreas próximas onde tenham sido identificados casos de raiva bovina devem vacinar seus rebanhos e também animais domésticos. “Embora a vacina não seja obrigatória no Estado todo, ela é recomendada nas regiões endêmicas. É uma vacina de custo baixo e bastante eficaz”, esclarece Elzira Pierre.
No caso das pessoas que tiveram contato com animal positivo para a raiva, é feita a notificação à Secretaria da Saúde, que avaliará a necessidade ou não de vacinação pós-exposição.
Os primeiros sintomas apresentados pelos bovinos infectados são perda de apetite, salivação, inquietação e mudança de hábitos, isolando-se dos demais animais do rebanho. O vírus acaba paralisando os membros posteriores dos animais, o que causa dificuldade de locomoção.
Da AE Notícias
GERAL
Secretaria da Agricultura orienta produtores sobre casos de raiva bovina
Técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento continuam monitorando a incidência de raiva bovina, doença transmitida pelas mordidas dos morcegos hematófagos contaminados. Até sexta-feira (20) foram notificados 22 casos no Paraná, distribuídos principalmente na região Norte do Estado.
Mais lidas
- 1Prefeitura recebe representantes da UTFPR para debater novos projetos
- 2Qualidade da água da microbacia do Rio Marreco passa por monitoramento
- 3Hoesp recebe R$ 35 milhões da Itaipu para construção da nova sede
- 4Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e reforça importância da educação financeira
- 5Saúde orienta população para onda de frio e reforça importância da vacinação contra a gripe
Últimas notícias
- 1Toledo apresenta modelo de governança e inspira debate sobre empregabilidade
- 2Amop recebe Missão Paraná da Secretaria de Estado de Segurança Pública
- 3Tecpar inicia processo de transferência de tecnologia de vacinas com biofarmacêutica Sinovac
- 4Transcatarina reúne cerca de mil pessoas na edição de 2026 e toledanos estão confirmados
- 5Paraná registra o amanhecer mais gelado de 2026 e novos recordes são esperados



