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ECONOMIA

Guerra no Irã e Estreito de Ormuz pautam reunião da Diretoria da ACIT

Ricardo Castilho apresentou um panorama sobre os impactos geopolíticos da guerra no Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz no agronegócio brasileiro, destacando os reflexos econômicos, logísticos e comerciais do conflito para o Brasil e para o mercado global
21/05/2026 - 20:00
Por Assessoria


A Diretoria Executiva da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT) reuniu-se nesta quarta-feira, 20 de maio, para seu encontro quinzenal. Conduzida pelo presidente Ademir Kopeginski, a reunião contou com a participação do presidente e diretor técnico da Safeeds Nutrição Animal, Ricardo Castilho, que também integra o Conselho Consultivo da ACIT.

Na ocasião, Ricardo Castilho apresentou um panorama sobre os impactos geopolíticos da guerra no Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz no agronegócio brasileiro, destacando os reflexos econômicos, logísticos e comerciais do conflito para o Brasil e para o mercado global.

Durante a apresentação, ele explicou que o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo. Antes do conflito, cerca de 125 navios passavam diariamente pela região, sendo aproximadamente 100 carregados com petróleo, representando entre 20% e 25% do petróleo mundial transportado. Com a guerra, esse fluxo praticamente foi interrompido, causando forte impacto nas cadeias globais de abastecimento.

Outro ponto abordado foi o reflexo nas exportações brasileiras. O Oriente Médio representa um importante mercado para o agro nacional, especialmente para proteínas animais e milho. Atualmente, a região responde por 29% das exportações brasileiras de carne de frango, 6,5% da carne bovina e 22% do milho exportado pelo Brasil. Conforme dados apresentados durante a reunião, os embarques de carne de frango para o Oriente Médio registraram queda de 18,5% em março, em comparação ao mês anterior.

Além disso, o presidente da Safeeds enfatizou investimentos fundamentais para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro diante de crises internacionais e das transformações geopolíticas globais.

Ao final do encontro, o presidente da ACIT, Ademir Kopeginski, destacou a importância de trazer temas estratégicos e atuais para debate junto à Diretoria Executiva da entidade. “Vivemos um cenário global cada vez mais conectado, onde conflitos internacionais impactam diretamente a nossa economia. Por isso, é fundamental que a diretoria da ACIT acompanhe e compreenda esses movimentos geopolíticos, seus reflexos nos custos, nas exportações e na competitividade das empresas brasileiras. A apresentação do Ricardo Castilho trouxe informações muito relevantes e ampliou a visão dos nossos diretores sobre os desafios e oportunidades que o Brasil enfrenta neste momento”, afirmou.

Arte selma